sábado, 23 de junho de 2007

A Crise em Lisboa


Há politólogos que consideram que a queda pontual de governos é positiva, traduz-se no facto de que a democracia funciona, contudo, no caso da câmara Municipal de Lisboa, nem este argumento serve, se atentarmos á história governativa da cidade, podemos verificar que, nos 113 anos de câmara municipal, passaram pela câmara 39 presidentes .


Se fizermos contas percebe-mos que, em média, cada presidente se manteve no cargo 2,8 anos, acrescentando o facto de que alguns acumularam 10 anos de governação a situação piora.


Face ás carências identificadas na câmara municipal de Lisboa, carências de índole económica e financeira, de solidariedade social, ao nível da gestão, etc., contar o número de presidentes de câmara parece irrelevante, não o é, basta imaginar os danos causados por mudanças significativas de políticas, de pessoal, etc. de 2,8 em 2,8 anos, é fácil perspectivar que, pelo menos, causa bastantes danos financeiros.


De qualquer forma o passado já foi, é importante perceber o porquê das coisas, mas mais importante que isso é perceber o que se vai fazer quanto a isso.


Na minha opinião não á uma resposta, não há um dogma, uma formula que resolva o problema, há sim, segundo penso, uma orientação, uma metodologia, um guia de acção adaptável a mudanças. É disso que nós, lisboetas, precisamos.


É por isso que penso, não, é por isso que sei que António Costa é o homem certo, para além de ser um político competente, é uma pessoa séria, não segue dogmas, verdades absolutas, consegue definir uma meta e um método e um caminho para lá chegar, mas mais que isso, é alguém que sabe trabalhar em equipa. É um líder, mas sabe repartir responsabilidades e motivar quem o rodeia.


Para mim, António Costa é a resposta para Lisboa

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