quinta-feira, 12 de julho de 2007

LISBOA ELEIÇÕES 2005 - 2007 - 2009

Maria José Nogueira Pinto em artigo de opinião ao DN:

(...) Porque o passivo de Lisboa é muito mais preocupante que o passivo da câmara. Deixar parar uma cidade, que é uma realidade viva, e voltar a pô-la em marcha, predisposta e anímica, é muito mais complexo que endireitar a tesouraria. Dia 15 elegemos o governo de Lisboa e não uma administração para a câmara. Dia 15 sancionamos prioridades para Lisboa e não meras propostas de reorganização da máquina camarária. O nosso voto, qualquer que ele seja, deve presumir que só quem está preparado para governar a cidade, dar-lhe rumo e futuro, saberá fazer as outras coisas.

Eléctricos


Um dos principais emblemas da minha querida Lisboa são os eléctricos. Nascida e criada em Lisboa tive sempre a sorte de ter este nobre meio de transporte perto de mim e,ainda, hoje faz parte da minha vida lisboeta, pois no meu bairro de Campo de Ourique continuam a passar duas das principais linhas (carreiras) o 25 e o 28. Apoio, totalmente, António Costa na reactivação de linhas de eléctricos com prioridade para ligação Cais do Sodre-Rato. Para esta medida é importante, também, o ponto da campanha eleitoral referente a uma maior fiscalização de estacionamentos e paragens abusivas que dificultam, por vezes, a passagem deste belíssimo meio de transporte.


Sónia Barrocas

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Carta da Pró associação de moradores Quinta do Mineiro

Divulgamos Carta da Pró associação de moradores Quinta do Mineiro, dirigida ao Candidato do Partido Socialista:

Caro António Costa,
Candidato a Presidente da Câmara de Lisboa



Escolhemos viver numa zona agradável do centro da cidade de Lisboa.
Pouco a pouco o nosso bairro foi-se transformando mas, apesar do défice agravado de estacionamento, manteve alguma qualidade de vida.

Hoje, no quarteirão do antigo colégio dos Maristas, na denominada Quinta do Mineiro, estão em curso obras de urbanização para um loteamento de grandes dimensões.

Um grupo de residentes, cuja vida vai ser profundamente alterada pela nova urbanização solicitaram informação à Câmara Municipal de Lisboa sobre o processo de urbanização n:80/URB/2005,que veio alterar o alvará de loteamento n:9/2005, por forma a poder avaliar o que está em curso.

Trata-se de mais de 56 000m2 de área construída acima do solo de habitação, comercio e serviços, incluída em 7 lotes, para além de dezenas de milhar de m2 em subsolo.

O processo resulta

. da alteração ao art 75º relativo a regras supletivas do PDM de Lisboa, aprovado em Março de 2004 e que prevê que a CM possa autorizar loteamentos não conformes com as regras fixadas no plano desde que "os mesmos sejam considerados de interesse urbanístico, social ou económico"
. da venda de um terreno da CML
. de várias alterações requeridas .


A cada alteração do processo a área a construir tem vindo a aumentar .

Pretendemos defender os nossos direitos e interesses, acompanhar o processo e combater as ilegalidades e negligência e exigimos que a Câmara garanta o interesse público.

Não podemos impedir que se construa o que foi autorizado mas queremos o respeito rigoroso da legalidade. Queremos evitar mais alterações que venham aumentar o volume de construção, aumentar o défice de estacionamento da zona, matar árvores de grande beleza ou degradar mais a qualidade da nossa vida.

Queremos conhecer a posição do Sr Candidato sobre este empreendimento e saber como irá acompanhar a evolução do tecido urbano e da qualidade de vida dos residentes.

Por isso solicitamos uma audiência e aguardamos o seu contacto.


Pró associação de moradores Quinta do Mineiro

De novo, mesmo a 9000 Kms de distância queria dizer que.....

....Quanto mais os dias passam e nos aproximamos da data das eleições, parece que todos os outros 11 candidatos estão mais preocupados em que o seu "adversário directo" perca votos do que com a CML. Desde Helena Roseta e as suas gincanas e flutuações políticas já costumeiras, passando pela guerra declarada e o rol de acusações entre os candidatos Fernando Negrão, Carmona e Telmo Correia até a uma acesa luta entre Ruben de Carvalho e Sá Fernandes, parece estar tudo invertido, com o perigo acrescido, de que os problemas que assolam a CML passem para segundo plano.
Por outro lado interessará referir que as eleições intercalares vão permitir ao candidato que as vença, um mandato por dois anos e, quer nós queiramos quer não, não é tempo suficiente para permitir grandes reformas nem grandes mudanças. O discurso sóbrio do Partido Socialista diferencia-se dos restantes na medida em que faz propostas realistas e bem delineadas no tempo mas, penso eu que a principal medida que se pode prometer em tão pouco tempo é o saneamento financeiro da CML para, em 2009, se poder fazer um programa clarividente e diagnosticado para apresentar aos lisboetas de forma a que se obtenha legitimidade e nova maioria para governar Lisboa por mais quatro anos.
Os anos pós-2009 serão, esses sim, os anos em que se poderão realizar grandes mudanças em Lisboa. Espaços verdes em maior e melhor número, parques de estacionamento que comportem o crescente parque automóvel de Lisboa, a parceria efectiva e não de fachada com a Carris e o Metro visando o incremento e a melhoria da rede de transportes públicos, a realização de profundas reformas nas empresas municipais, a defesa e a restauração de zonas históricas tornan-do-as um verdadeiro cartão de visita e a segurança na cidade, além de outras medidas já referidas por outros conbloguistas, serão, realísticamente, almejáveis para um segundo mandato.

Aqui de Macau, Saudações Socialistas
Nuno Vieira Rodrigues

Os ultimatos…as insinuações…as tricas…

Quase na recta final, os candidatos desdobram-se nos contactos com os eleitores, nas mais variadas acções de campanha, tentando a todo o custo transmitir a melhor solução para Lisboa! Até aqui tudo bem, é legítimo!
Mas, e à boa maneira portuguesa, como já vai sendo habito, surgem as insinuações de má-fé, e disparam-se tiros em todas as direcções, numa tentativa mesquinha de descredibilizar quem faz sombra… é a luta política no seu melhor…
Como é óbvio, esta postura não ajuda os cidadãos a interessar-se pelos seus destinos, nem apela ao voto, e participação cívica, numa altura em que sabemos do alheamento face à política e aos políticos!
Este fim - de - semana foi profícuo em tricas, insinuações, foi a coincidência do Toy dar um espectáculo alegadamente financiado pela Gebalis, cujo administrador é amigo e candidato na lista de Carmona, que originou uma queixa à CNE; foi a insinuação feita ao Arq. Manuel Salgado relativamente aos interesses que teria na OTA feita por Marques Mendes, o que ocasionou, e bem, um pedido de explicações por parte de Miguel Júdice (ex – Bastonário da Ordem dos Advogados) actual mandatário de António Costa.
Estas e outras peripécias polìticas, baralham e confundem os eleitores que já cansados destas “politiquices” reagem com indiferença, e hoje ouvimos no programa “opinião pública” ( SIC Noticias), a reacção a estas tricas, onde a má imagem dos políticos sobe em flecha e todos caíram nos índices de popularidade! Grave, muito grave e preocupante!
Em todas as campanhas surgem estas “artimanhas politicas”, mas já é tempo de se responsabilizar, quem insinua sem provar…é má fé, que não deve ficar impune, resta-nos acreditar que os cidadãos eleitores tirem as devidas ilações…
A nós, militantes do PS cabe-nos a tarefa de apelar ao voto (uma vez que a CNE acordou tarde), participar nas acções de campanha ao lado do nosso candidato, e tentar desvalorizar esta tricas e insinuações, a bem de Lisboa!


Isabel Rolim Almeida

terça-feira, 10 de julho de 2007

Lama à falta de Ideias

O candidato Fernando Negrão tem demonstrado, ultimamente, que a sua sorte ligada à ausência de ideias pode ser melhorada com a abundância de lama que lança sobre a honestidade de pessoas sérias e competentes, como é o Arq. Manuel Salgado. Não sendo digno do PSD, quer ser digno do dr. Marques Mendes. Coitados!

M. Pedroso Marques

Assim...estamos conversados!

O debate a 12, formato impossivel de se tornar util a quem quer que seja,muito menos aos lisboetas, mostrou mais uma vez algo incontornável, apenas uma candidatura tem cabeça,tronco e membros, apenas uma candidatura oferece aos lisboetas a segurança duma aposta para ganhar, apenas uma candidatura oferece condições para ultrapassar os desafios e as ameças que a cidade enfrenta neste momento,a do PS com António Costa.

Retive algumas pérolas deste debate:

"Há duas maneiras de destruir uma cidade, bombardeando-a, como os americanos fizeram com Bagdad; a outra é eleger qualquer um destes senhores do costume" - Pinto Coelho...a imagem da politica e em particular dos politicos já anda suficientemente mal para sermos sujeitos a "tentativas de homicidio por meio audiovisual", como diria um ex seleccionador nacional, tal é o caso sempre que este senhor aparece na televisão.

"Ouvir as pessoas não custa dinheiro" - Helena Roseta...é verdade mas o cerne da questão é que também não resolve nada na maior parte das vezes, aflorar os temas pela rama tem destas coisas...

"No fundo é fazer tudo ao contrário do que se tem feito até agora" - Zé Sá Fernandes...assim é fácil, muito espectaculo e show off mediático, custe a quem custar, estar sempre do contra e dizer que está sempre tudo mal, armar-se sempre em cavaleiro defensor e proprietário unico da moral e da ética e pronto...assim se confundem os eleitores, é uma receita que infelizmente tem funcionado.

"Lisboa é linda eu acho que Lisboa é linda, linda Lisboa é linda. " - Gonçalo da Câmara Pereira...isto resume o conteúdo programático, as propostas e as ideias do PPM, isto e andar de ancinho na mão a limpar folhas e a remexer terra...é triste a imagem do PPM!Volta Miguel Esteves Cardoso, por favor...

Fátima Campos Ferreira para Carmona Rodrigues: «O senhor tem um déficite de tempo», ora eu penso que o problema é exactamente o contrário, teve um excesso de tempo, designadamente todos os dias que esteve a ocupar a cadeira de Presidente da Camara Municipal de Lisboa!

Gostaria apenas de deixar mais alguns pensamentos:

"a Zé" faz falta, a Maria José, porque dela se falou bem mais do que da maioria dos candidatos...

Negrão não existe!É virtual sem estar no Second Life!É obra...
Para lá do anedotário politico nacional para o qual o ex director da PJ muito tem contribuido, da luta pela sobrevivência de Marques Mendes e do apelo à sobrevivência do PSD por parte de Manuela Ferreira Leite...Negrão é uma escuridão de ideias!
E já agora, dizer que Lisboa não precisa do Governo quando ele será fundamental no apoio à reabilitação (a todos os níveis) da edilidade, quando todos os portugueses sustentam através dos seus impostos os transportes públicos da cidade bem como muitas das suas instituições e empresas, é pura e simplesmente ridiculo afirmar idiotices destas!

Deixo uma homenagem ao ex vereador da Camara Municipal de Setubal, uma proposta bem ao seu estilo, e ao nivel das que ele tem apresentado, a Portela + 5!

Eu proponho uma solução para o NAL que será composta por:

- Portela, que nem foi considerado o 4 pior aeroporto da Europa nem nada(numa lista de aeroportos que mais cidadãos afectam com a poluição,nomeadamente sonora)

-mais o aeroporto de Sintra para voos executivos, eu adoro a vila e isso deve chegar como justificação (se chega para Durão Barroso querer que o futuro Tratado Europeu se chame Tratado de Sintra só porque o presidente da Camara é do PSD porque é que eu não posso querer Sintra porque gosto da vila?!)

-mais Alverca, tenho lá amigos e gosto das OGMA apesar de ter achado o negócio Paulo Portas - EMBRAER muito mau ( a ver vamos se não existem mais transferencias suspeitas como nos submarinos, espero mesmo que não!)

-uma pista de apoio para helicopteros no Campo Grande (gosto da zona, pode ser que assim requalifiquem finalmente o jardim do Campo Grande!)

-uma pista para voos low cost dos europeus que julguem que o novo Tratado Europeu se deve chamar Tratado de Lisboa (99,9999999999%) ali entre a Quinta do Lambert e Telheiras, pode ser que se resolva o loteamento do Sporting "pendurado" desde 1982 e de qualquer forma só chegam "reforços low budget" por aquelas bandas

e...para finalizar...

- um super aeroporto em Tomar! É uma cidade linda, tem eventos que levam 500000 pessoas mais o Presidente da Republica a visitá-la e tenho lá uns terrenos (assumo já antes do PSD levantar acusações infundadas ou boatos aberrantes como parece ser habito agora!)

Duas importantes propostas do PS

Ora, aí estão duas importantíssimas propostas apresentadas pelo PS, para a Cidade de Lisboa, após elegermos António Costa como Presidente da Câmara Municipal:

- continuação da instalação de radares em algumas das vias da cidade, de forma a combater a sinistralidade rodoviária;

- proceder a uma reforma «radical, de alto a baixo», da empresa que gere a habitação municipal, a Gebalis.

Não vamos facilitar, votemos em António Costa para começar a reconstruir Lisboa!

Pedro Sousa Cegonho

segunda-feira, 9 de julho de 2007

António CostaCoerência

A analogia com o arrastão, a evocação da Lei de Gersham, a referência, constante, à família, entre outros pontos expostos no livro, só merece lamento.

Caro Rui,
Agradeço a ligação que indicaste ao texto do Portugal dos Pequeninos, porém, aquilo que hoje alguns podem ver como virtude literária política- não sei se há pouco mais de um ano aqueles que hoje tanto gostam de citar o livro consideravam o mesmo -, tive oportunidade de escrever e considerar na altura da publicação, após a devida leitura, como uma obra lamentável.
A procura de bodes expiatórios, em tudo, desde candidatos convidados e depois dispensados a jornalistas, para justificar uma derrota da qual o candidato foi um dos grandes responsáveis é, reitero, lamentável. Por isso, dispenso o jogo de quem pretende ofuscar a actual candidatura do PS com o anterior candidato socialista.
Hoje, qualquer pessoa, independentemente do quadrante ou simpatia partidária, sabe que António Costa é a melhor pessoa para assumir a Presidência da Câmara de Lisboa. Tem experiência, é qualificado e tem obra feita por onde passou. Pode apontar-se ao candidato do PS críticas e discordar-se dos seus princípios, é política e vivemos em democracia, não se lhe pode, todavia, acusar de falta de rigor e competência.
As pessoas sabem que nesta eleição o PS é o único concorrente que tem um projecto e uma equipa de Governo para Lisboa. É o único que está apostado em melhorar Lisboa. Não é uma candidatura a pensar em ajustes partidários nem em busca de vingar ressabiamentos. O único objectivo e a única vontade que move a candidatura do PS é Lisboa.
Lisboa precisa de projecto, liderança e Governo. António Costa dá-nos essa garantia!
(Texto publicado no Tugir)

O exercício que um debate televisivo não devia obrigar o telespectador

Um debate com 12 candidatos - deve ser o primeiro em Portugal com tantos candidatos num debate televisivo - não deve ser muito esclarecedor. Pelo contrário. Os que prevêem e deverão receber poucos votos nas urnas serão os primeiros a fazer transpirar demagogia no debate, no sentido de chamar a si protagonismo.
Aliás, devem ser apresentadas logo à noite na RTP1 muitas propostas que nem a Câmara Municipal tem competência para as assumir.
Por isso, o telespectador, mais do que ficar clarificado quanto às propostas que são apresentadas, como deveria ficar após ouvir um debate, é convidado a ouvir e procurar distinguir quem tem um projecto e uma equipa para Lisboa de quem pura e simplesmente apenas quer, com toda a legitimidade, ainda que sem propostas e ideias exequíveis, aparecer.

O desnorte laranja

O líder do PPD está a perder as estribeiras e dispara em tudo o que é sentido, numa postura sintomática de quem está a perder o pé em termos de liderança partidária.
Quando já se perfilam vários candidatos à liderança do partido, e prevê-se que a disputa seja em breve, pois um resultado do PPD em Lisboa abaixo dos 20% é meio caminho andado para a actual liderança partidária arrumar a trouxa e sair de funções, António Costa faz bem em pedir provas do que o ainda líder do PPD disse a propósito do número 2 do PS à Câmara de Lisboa. Se tem provas do que insinua prove ou então apresente desculpas.
Que o líder laranja tenha dificuldades internas é um problema seu. Porém, para Presidente de um dos maiores partidos portugueses, está a assumir uma postura pouco responsável e digna de um número um do PPD.
Lisboa pagou caro a escolha que fez em 2005 para a Câmara Municipal e, mais ainda, as suas reticências ao longo dos últimos meses, quando não quis clarificar, mais cedo, o estado da Câmara, acabando por ser um dos principais contribuintes do estado quase comatoso em que se encontra a Câmara Municipal.
Na política não vale tudo, para o Presidente do PPD, para se manter no lugar, parece que sim.

Lisboa, Cidade do Bem-estar e da Qualidade de Vida.

A cidade de Lisboa possui condições ideais para se tornar um exemplo de qualidade de vida. Desde um clima ameno à sua ímpar localização entre o rio Tejo e o Oceano Atlântico, passando pelas sete colinas, existem excelentes razões para aproveitar ao máximo um potencial ainda pouco explorado.
Mas qualquer lisboeta sabe que, apesar de existirem boas condições de base, muito está ainda por fazer. A título de exemplo, veja-se que continua a existir uma escassez de espaços verdes na cidade, que os tempos de entrada e saída de Lisboa são ainda insatisfatórios não só em horas de ponta e que a rede de transportes não é tão eficaz e completa como desejável.

Uma das prioridades de Lisboa deve ser a batalha pela melhoria das condições de vida e de trabalho na cidade.
Em primeiro lugar, devem ser desenvolvidas as necessárias estruturas materiais para que o cidadão se possa deslocar rapidamente e com conforto de casa para o emprego, e daqui para qualquer espaço de lazer na cidade. Mas também deve existir uma aposta criativa cada vez maior no aproveitamento destes espaços de lazer, reforçando a valorização de áreas degradadas e desaproveitadas junto ao rio, nas zonas históricas de Lisboa e noutras em que se justifique.
Neste sentido, devem procurar adoptar-se um conjunto de medidas em matéria de acesso à cidade, transportes e valorização de espaços públicos e do ambiente na cidade, como, por exemplo:

A) Criar, em conjunto com a Área Metropolitana de Lisboa, grandes parques de estacionamento gratuitos nos pontos de acesso a transportes públicos que se dirijam para a cidade de Lisboa, podendo adoptar-se um mecanismo de parcerias público-privadas para o efeito;

B) Rejeitar a concessão de auto-estradas de acesso à cidade a entidades privadas que, naturalmente, têm interesse em manter um fluxo de circulação automóvel nessas vias, o que torna mais difícil a concretização de determinadas políticas públicas como a introdução de corredores bus ou car pool nessas vias;

C) Ponderar a atribuição da gestão das empresas públicas de transportes à Área Metropolitana de Lisboa, por forma a que seja valorizada a componente de gestão integrada das redes de transportes, melhorando as ligações e tornando os respectivos tempos de utilização o mais curtos possível;

D) Tornar a utilização dos transportes colectivos mais agradável, criando uma cultura de exigência quanto aos mesmos. Os tempos de espera devem ser reduzidos, o número de passageiros transportados sentados deve ser aumentado;

E) Alargar decisivamente a rede de metro aos restantes pontos centrais dos concelhos da área metropolitana;

F) Valorizar a Estação Oriente como estação ferroviária principal, eliminando progressivamente a utilização de Santa Apolónia, permitindo a melhor utilização de novos espaços na cidade;

G) Ponderar o encerramento ao trânsito da Cidade Universitária, criando condições para uma estrutura de campus universitário e uma verdadeira “CIDADE UNIVERSITÁRIA”, com equipamentos adequados, que permita a existência de um novo espaço verde utilizável por cidadãos e estudantes no centro da cidade. A esta medida deve associar-se a criação de um conjunto de incentivos à investigação em Lisboa, nessa cidade universitária, por forma a que esta se assuma como grande centro de I&D, podendo ainda, constituir um centro de investigação e busca de soluções para os problemas da cidade;

H) Criação de novos espaços verdes de lazer, evitando a sistemática construção em todos os espaços não construídos. A Câmara Municipal de Lisboa deve desencadear procedimentos expropriatórios em relação a terrenos não edificados para este efeito;

I) Aproveitamento do espaço da feira popular para criação de um grande espaço verde no centro da cidade, transferindo-a para um local fora da cidade e de fácil acesso;

J) Combater o ruído na cidade, adoptando e lutando por medidas que permitam a sua redução efectiva. Neste sentido, deve ser fortemente incentivada a utilização de veículos eléctricos pelas empresas de transportes colectivos e pelos cidadãos;

K) Tornar a recolha de lixos e a limpeza das ruas de Lisboa exemplar e valorizar a recolha selectiva de resíduos. Este aspecto pode ser melhorado, criando condições para uma recolha selectiva logo em casa, através da adopção de caixotes de lixo em trevo para a Cidade de Lisboa, que permitam a recolha diferenciada e reciclagem dos resíduos sólidos urbanos no próprio domicílio do cidadão.

Mas a qualidades de vida exige ainda a adopção de medidas a outros níveis.
Muitos têm falado de habitação na cidade no sentido da criação de um verdadeiro mercado de arrendamento, de uma forte aposta na promoção da aquisição de casas por jovens no centro da cidade e do exagerado preço dos imóveis em Lisboa.
A verdade é que não tem havido melhorias assinaláveis. Mais, se nada for feito, a situação tem tendência a degradar-se.A situação é ainda particularmente gravosa quanto à Câmara Municipal de Lisboa, uma vez que boa parte da última campanha eleitoral para as últimas autárquicas se centrou neste ponto, afirmando a necessidade de promover a habitação para jovens no centro da cidade. O acesso ao crédito jovem para a habitação foi inexplicavelmente dificultado e a construção de imóveis para jovens a preços acessíveis sofreu retrocessos inadmissíveis.
Temos que nos bater pela valorização da habitação no centro da cidade e pelo desenvolvimento do mercado de arrendamento, criando medidas que, indirectamente, imponham a realização de obras e posterior arrendamento de edifícios não utilizados.

Inês Drummond

domingo, 8 de julho de 2007

António CostaDignificar a frente ribeirinha

"O Porto de Lisboa tem uma importância fundamental para a economia da cidade e a actividade que desenvolve deve ser apoiada" disse Costa sem deixar de acrescentar, no entanto, que o "Porto de Lisboa não pode ser uma Câmara Municipal sombra e tem de ser posto no seu devido lugar".

Sem demagogias nem abordagens pouco rigorosas, até porque o Porto de Lisboa tem a sua função, não pode, esta, todavia, sobrepor-se aos interesses do usufruto da frente ribeirinha de Lisboa, conforme bem destaca António Costa.

Cidadãos por Lisboa

A campanha da senhora independente Helena Roseta, nestas eleições intercalares para a CML, é do mais interessante que a política portuguesa já assistiu. Esta senhora que dizia conseguir ganhar as eleições, aparece já em algumas sondagens em quinto lugar. No início dizia que os lisboetas estavam fartos dos partidos políticos e necessitavam dos movimentos civícios, agora desculpa o seu resultado afirmando que não tem o poder de mobilização dos movimentos partidários.
Visto isto gostava de lembrar a senhora arquitecta de que os partidos políticos são efectivamente um meio de cidadania activa, onde as pessoas podem militar, apresentar ideias e serem eleitos internamente, podendo até apresentarem-se a eleições em nome do partido, se a maioria dos seus camaradas entender que são as pessoas melhor preparadas para tal. Acontece que os socialistas não consideraram a senhora arquitecta a pessoa melhor preparada nem para ganhar as eleições para a CML, nem para governar aquele que é o maior município do nosso país.
A verdade é que a maioria dos militantes socialistas tinha razão. Durante esta campanha Helena Roseta não parou de descer nas sondagens, de dia para dia são cada vez menos os seus seguidores, o que seria no início um grande movimentos de cidadãos mobilizados por Lisboa, é agora um pequeno grupo de expressão eleitoral não muito diferente da do Bloco de Esquerda. Carmona Rodrigues também ele independente, ao contrário de Helena Roseta ainda não colocou nenhum cartaz pela cidade, no entanto mantém nas projecções o mesmo resultado de quando se lançou para esta disputa eleitoral.
Um voto nos "Cidadãos por Lisboa" não é um voto na mudança, visto que Helena Roseta não conseguirá mudar nada sozinha. Os lisboetas precisam de um executivo com liderança e com força para poder aplicar novas políticas, precisam pois de uma maioria absoluta do Partido Socialista que garanta autonomia do executivo para a concretização do programa com o qual se apresenta a eleições. Um voto na candidata independente pode ser tudo, menos um voto na estabilidade que a capital do nosso país tanto precisa.
Do que já vi durante esta campanha, só existe um verdadeiro movimento cívico e tranversal por Lisboa, que é a candidatura de António Costa. Pois só um verdadeiro movimento cívico de base partidária, conseguiria juntar o apoio de personalidades tão diferentes como José Miguel Júdice, Saldanha Sanches, Basílio Horta, Henrique Medina Carreira, Graça Morais, Jacinto Luca Pires, Manuel Luís Goucha, Raul Solnado e Filipe La Féria. No próximo dia 15 só um voto no Partido Socialista, será um veradeiro voto na cidadania.

12 candidatos! Muitas alternativas?


Lisboa debate-se com uma realidade incontornável: necessita que a Câmara tenha uma gestão responsável, rigorosa, transparente e eficaz.
O descalabro, não só financeiro, da Câmara Municipal de Lisboa, resultado de vários erros de gestão no passado recente, condiciona os eleitores a superarem as divergências ideológicas em benefício de uma solução que permita inverter o caminho suicidário que trilhou.


Porquê uma maioria absoluta?

A pré-campanha, mais do que o período oficial de campanha, permitiu aos lisboetas perceber que a dispersão dos votos pelo inusitado número de candidatos não favorecerá um modelo de gestão que possibilite uma recuperação urgente e eficaz.
Sem querer exultar as qualidades de António Costa, que as tem, é indiscutível que a necessária responsabilização da gestão só é possível quando para a mesma há um titular visível e não uma dispersão difusa da mesma.
Perante este quadro, do qual racionalmente não é fácil divergir (e há momentos em que a razão tem que se sobrepor á ideologia) apesar da multiplicidade de candidatos, a escolha terá que recair naquele que mais se aproxima do modelo que transporta a solução para Lisboa, inevitavelmente António Costa, e terá que ser uma escolha maioritária que permita responsabilizá-lo e o condicione a uma gestão centrada na recuperação da cidade, e concomitantemente na melhoria da qualidade de vida de toda a população que a utilize e desfrute.
Múltiplos candidatos, várias opções?... NÃO!


Mário Alpalhão