Reflexão
Amanhã vamos votar. Hoje o dia deveria ser dedicado á reflexão.
A lei que regula a eleição dos titulares dos órgãos das autarquias (LO 1/2001 de 14 de Agosto) fixa o fim da campanha eleitoral ás 24 horas da antevéspera do dia designado para as eleições.
Haverá algum mérito do legislador nesta solução? È muito provável que sim. Desde que foi estabelecido a universalidade do voto, seguramente alguns desses momentos reflexivos foram determinantes na escolha então feita. Provavelmente num futuro não muito distante em que o esbatimento das ideologias vai ser substituído por um pragmatismo centrado nos programas e nas equipas que os irão executar, uma leitura das diferentes propostas, sem sound-bytes, poderá ser aconselhável.
E no presente? Para o acto eleitoral de amanhã há necessidade de reflexão?
Para os residentes de Lisboa que aí tenham nascido ou para aqueles que adoptaram a cidade como sua (também estes, seguramente, lhe são fiéis na sua paixão), no contexto das opções disponíveis, o momento de reflexão é dispensável, porque a sua escolha (independentemente da sua ideologia) só pode ser em António Costa, já que é incontestavelmente aquela que apresenta as melhores soluções para a governação da cidade e não menos importante, é a candidatura que mais focada está no cidadão.
Não vou cometer o sacrilégio de afirmar que a candidatura de António Costa é a única que posiciona o cidadão num patamar acima das pessoas colectivas, mas é inquestionavelmente a única com uma equipa capaz de provocar essa mudança.
Porque os eleitores não vão querer continuar a habitar um universo caótico de efeitos dramáticos, esperamos que amanhã possam comemorar uma vitória assente numa maioria absoluta que mais do que premiar António Costa é uma benesse para Lisboa e para os lisboetas.
Mário Alpalhão
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