terça-feira, 3 de julho de 2007

Cucos que dizem fazer ninhos

Os auto-considerados candidatos a independentes à Câmara de Lisboa continuam a demonstrar a sua falta de propostas para a cidade e a sua sede de protagonismo pessoal. Que é legítima, refira-se.
Porém, na substância, verifica-se que uma candidatura queixa-se de que não tem cobertura televisiva. Na lógica, já conhecida e de certo modo esperada por quem a faz, da vitimação e da perseguição. A criação de fantasmas continua manifesta.
A outra candidatura, encabeçada por quem devia ter pudor do que fez na Câmara e na cidade nestes últimos seis anos, em vez de falar de Lisboa, fala de políticas do Governo. Legítimo? Sim. Qualquer um pode e deve falar das políticas do Governo, seja para concordar ou divergir. Coerente? Não, dado que se trata de uma eleição autárquica e não legislativa. Mas a quem desgovernou Lisboa não se pode pedir muito mais.
São estes auto-considerados independentes que estão na corrida.
Como a lógica dos Grupos de Cidadãos Eleitores, há poucos anos introduzidos na disputa do Poder Local - grupos que podem concorrer às eleições com os partidos políticos - se torna desvirtuada por ambições mediáticas pessoais.
É bom ter isto presente.

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