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segunda-feira, 9 de julho de 2007

Lisboa, Cidade do Bem-estar e da Qualidade de Vida.

A cidade de Lisboa possui condições ideais para se tornar um exemplo de qualidade de vida. Desde um clima ameno à sua ímpar localização entre o rio Tejo e o Oceano Atlântico, passando pelas sete colinas, existem excelentes razões para aproveitar ao máximo um potencial ainda pouco explorado.
Mas qualquer lisboeta sabe que, apesar de existirem boas condições de base, muito está ainda por fazer. A título de exemplo, veja-se que continua a existir uma escassez de espaços verdes na cidade, que os tempos de entrada e saída de Lisboa são ainda insatisfatórios não só em horas de ponta e que a rede de transportes não é tão eficaz e completa como desejável.

Uma das prioridades de Lisboa deve ser a batalha pela melhoria das condições de vida e de trabalho na cidade.
Em primeiro lugar, devem ser desenvolvidas as necessárias estruturas materiais para que o cidadão se possa deslocar rapidamente e com conforto de casa para o emprego, e daqui para qualquer espaço de lazer na cidade. Mas também deve existir uma aposta criativa cada vez maior no aproveitamento destes espaços de lazer, reforçando a valorização de áreas degradadas e desaproveitadas junto ao rio, nas zonas históricas de Lisboa e noutras em que se justifique.
Neste sentido, devem procurar adoptar-se um conjunto de medidas em matéria de acesso à cidade, transportes e valorização de espaços públicos e do ambiente na cidade, como, por exemplo:

A) Criar, em conjunto com a Área Metropolitana de Lisboa, grandes parques de estacionamento gratuitos nos pontos de acesso a transportes públicos que se dirijam para a cidade de Lisboa, podendo adoptar-se um mecanismo de parcerias público-privadas para o efeito;

B) Rejeitar a concessão de auto-estradas de acesso à cidade a entidades privadas que, naturalmente, têm interesse em manter um fluxo de circulação automóvel nessas vias, o que torna mais difícil a concretização de determinadas políticas públicas como a introdução de corredores bus ou car pool nessas vias;

C) Ponderar a atribuição da gestão das empresas públicas de transportes à Área Metropolitana de Lisboa, por forma a que seja valorizada a componente de gestão integrada das redes de transportes, melhorando as ligações e tornando os respectivos tempos de utilização o mais curtos possível;

D) Tornar a utilização dos transportes colectivos mais agradável, criando uma cultura de exigência quanto aos mesmos. Os tempos de espera devem ser reduzidos, o número de passageiros transportados sentados deve ser aumentado;

E) Alargar decisivamente a rede de metro aos restantes pontos centrais dos concelhos da área metropolitana;

F) Valorizar a Estação Oriente como estação ferroviária principal, eliminando progressivamente a utilização de Santa Apolónia, permitindo a melhor utilização de novos espaços na cidade;

G) Ponderar o encerramento ao trânsito da Cidade Universitária, criando condições para uma estrutura de campus universitário e uma verdadeira “CIDADE UNIVERSITÁRIA”, com equipamentos adequados, que permita a existência de um novo espaço verde utilizável por cidadãos e estudantes no centro da cidade. A esta medida deve associar-se a criação de um conjunto de incentivos à investigação em Lisboa, nessa cidade universitária, por forma a que esta se assuma como grande centro de I&D, podendo ainda, constituir um centro de investigação e busca de soluções para os problemas da cidade;

H) Criação de novos espaços verdes de lazer, evitando a sistemática construção em todos os espaços não construídos. A Câmara Municipal de Lisboa deve desencadear procedimentos expropriatórios em relação a terrenos não edificados para este efeito;

I) Aproveitamento do espaço da feira popular para criação de um grande espaço verde no centro da cidade, transferindo-a para um local fora da cidade e de fácil acesso;

J) Combater o ruído na cidade, adoptando e lutando por medidas que permitam a sua redução efectiva. Neste sentido, deve ser fortemente incentivada a utilização de veículos eléctricos pelas empresas de transportes colectivos e pelos cidadãos;

K) Tornar a recolha de lixos e a limpeza das ruas de Lisboa exemplar e valorizar a recolha selectiva de resíduos. Este aspecto pode ser melhorado, criando condições para uma recolha selectiva logo em casa, através da adopção de caixotes de lixo em trevo para a Cidade de Lisboa, que permitam a recolha diferenciada e reciclagem dos resíduos sólidos urbanos no próprio domicílio do cidadão.

Mas a qualidades de vida exige ainda a adopção de medidas a outros níveis.
Muitos têm falado de habitação na cidade no sentido da criação de um verdadeiro mercado de arrendamento, de uma forte aposta na promoção da aquisição de casas por jovens no centro da cidade e do exagerado preço dos imóveis em Lisboa.
A verdade é que não tem havido melhorias assinaláveis. Mais, se nada for feito, a situação tem tendência a degradar-se.A situação é ainda particularmente gravosa quanto à Câmara Municipal de Lisboa, uma vez que boa parte da última campanha eleitoral para as últimas autárquicas se centrou neste ponto, afirmando a necessidade de promover a habitação para jovens no centro da cidade. O acesso ao crédito jovem para a habitação foi inexplicavelmente dificultado e a construção de imóveis para jovens a preços acessíveis sofreu retrocessos inadmissíveis.
Temos que nos bater pela valorização da habitação no centro da cidade e pelo desenvolvimento do mercado de arrendamento, criando medidas que, indirectamente, imponham a realização de obras e posterior arrendamento de edifícios não utilizados.

Inês Drummond

terça-feira, 3 de julho de 2007

Lá vai Lisboa…

As tradicionais festas dos santos populares de Lisboa, chegaram ao fim, mas Lá vai Lisboa caminhando a passos largos para novas eleições, desta vez são eleições intercalares, só para os próximos dois anos.

Já muito se falou e reflectiu sobre as vicissitudes que teremos que enfrentar: o mau estado da CML, uma AML adversa, uma cidade “ carregada de negativismo”, a data escolhida que coincide com inicio de férias, e o desalento dos alfacinhas…São circunstâncias conhecidas e amplamente difundidas…Contudo, e porque temos essa consciência, há que ser capaz de “ dar a volta por cima”e fazer tudo para mudar e melhorar este estado de coisas…vamos pensar positivo, nem tudo é fácil mas é possível…

Temos um candidato credível, e forte nas suas convicções, que se tem desdobrado em acções de campanha muito abrangentes, desde os tradicionais arraiais, passando pelo desporto, cultura, visitas com várias entidades e associações com papeis relevantes na prossecussão do alegado serviço público, numa tentativa louvável de conhecer e elencar as necessidades mais prementes com que a cidade e os alfacinhas se debatem no seu dia a dia.

A proximidade com a população e os passeios de rua têm sido uma constante nesta campanha.

Em Campo de Ourique, bairro onde vivo e onde sou autarca (Freguesia de Santo Condestável), a visita de António Costa, foi um passeio atento e muito participado, onde o candidato ouviu atentamente os “queixumes” dos cidadãos que dele se aproximaram. Esta proximidade à rua e à população é crucial e estratégica para que o Rigor na governação de Lisboa seja uma realidade!

A nós, militantes do PS, e alfacinhas de gema, cabe-nos passar a mensagem de que finalmente temos o melhor candidato para mudar Lisboa com responsabilidade, mas que para isso, temos votar no dia 15 de Julho!

Só votando temos autoridade para nos manifestarmos acerca da politica feita na nossa cidade, a abstenção é uma forma de desresponsabilização daquilo que diz respeito à vivência de todos nós, numa cidade que é capital e que queremos nossa!

Isabel Almeida

Revitalizar o Centro de Lisboa (2)

No texto "Revitalizar o Centro de Lisboa" do Carlos Manuel Castro, foi inserido um comentário que, pela sua pertinência passamos a transcrever:

Revitalizar a nossa cidade a partir deste projecto é, sem dúvida, a opção correcta.Lisboa parece uma maçã podre pois o seu casco velho está moribundo às mãos de especuladores que, de tão gananciosos que são, não se apercebem também eles serão arrastados para a ruina se não se inverter esta violenta tendência de abandono e consequente degradação das zonas antigas da cidade.Não haverá revitalização possível do comércio se as pessoas não voltarem a morar na cidade que pasme-se pode deixar de ser a mais populosa do país dentro de poucos anos.
APRNS

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Estratégia precisa-se, para Lisboa.

Alguém pode, hoje, dizer onde fica a primeira circular de Lisboa? Será que fizeram a segunda sem se ter chegado a perceber qual a utilidade da primeira, que não foi completada e é hoje ignorada? Alguém pode explicar porque em vez de se ter construído uma estação do metro debaixo da estação de comboios do Rossio (Largo D. João da Câmara) se fizeram duas, propositadamente afastadas da necessidade daquela conexão? E quem sabe porque se repetiu o mesmo erro em Entrecampos, onde passava um comboio há mais de cem anos e as estações de metro mais próximas são no Campo Pequeno e no fundo do Campo Grande (apesar de se chamar de Entrecampos)? Poder-se-á dizer que o problema está resolvido com um tapete rolante em Entrecampos e nos Restauradores.

Mas alguma cidade ou país, empresa ou economia progridem com tão má qualidade de planeamento? Pior, com a descoordenação e o desrespeito adoptados como forma de autonomia e independência ("o metro faz as suas estações onde quiser…"). Alguma comunidade se desenvolve com a definição de objectivos egoístas, normalmente de pouca longevidade, porque excluem o interesse e ignoram o significado do que em Estratégia se chama 'o ambiente externo', no caso, a população de Lisboa? Objectivos assintóticos à realidade que, entretanto, constituem erros que se pagam caro durante muito tempo ou mesmo eternamente.

Imaginemos quanto custou, em matéria de despesa pública e privada, além de incomodidades pessoais, o facto de uma das próximas estações de metro a ser inaugurada dever ter sido, há mais de quarenta anos, a primeira. Refiro-me, obviamente, a Santa Apolónia, como me poderia referir a uma das últimas inauguradas, a do Cais do Sodré. Deliberadamente, nunca se pretendeu que quem viesse de comboio para a cidade tivesse acesso fácil ao metro, apesar das previsíveis consequências desta sinistra decisão.

O nível qualitativo do planeamento em Portugal é reconhecidamente abaixo da crítica. Até já houve quem quisesse atribuir justificações 'idiossincrásicas do português para conseguir planear tão mal'… Não adiro a este tipo de explicações. Os erros de planeamento, ao longo da história, são clamorosos e até emprestam algum divertimento à Literatura de gestão. Em 1908, a Daimler concluía, num estudo de planeamento, que nunca poderia haver mais de um milhão de automóveis porque não era possível formar mais chauffeurs. Mas antes do motor de explosão, a prospectiva sobre o tamanho que as cidades poderiam atingir era de cem mil pessoas. O estudo foi efectuado tendo Londres como base. E a justificação principal residia na quantidade de excrementos dos cavalos, nas ruas de Londres, ser de impossível remoção, no caso da cidade ser maior…e sob pena de toda a gente ter a sensação de viver numa cavalariça.

Voltando a Lisboa, com o histórico atrás referido, agravado pelas circunstâncias do presente, de falência financeira, debilitação das estruturas de comando e controle da Câmara Municipal, se não forem reunidas capacidades de gerir um presente (temporal e qualitativamente envenenado) e preparar condições de planear com rigor um futuro, tal poderá significar uma sucessão de oportunidades perdidas, definitivamente.

As oportunidades nunca se repetem todas. E as que se repetem, raramente se apresentam em idênticas circunstâncias. Lisboa tem tido um azar histórico. São mais as oportunidades perdidas que as ganhas. Em grande parte por a CML não ter sabido coordenar-se com outras entidades e instituições do Estado que eliminem muitos dos constrangimentos à sua gestão. Por tudo isto, porque é impossível continuar a adiar o que se impõe fazer, as próximas eleições revestem-se de uma importância acrescida. É fundamental, agora, votar num candidato e na equipa que o acompanha segundo as provas dadas de competência, de dedicação ao serviço público e de capacidade de liderar as mudanças de que a nossa cidade precisa.



Manuel Pedroso Marques


domingo, 1 de julho de 2007

Na Estrada! (2)

António Costa passeou esta tarde pelo Jardim da Estrela com Raul Solnado, Matilde Sousa Franco, Lenita Gentil, Graça Lobo, entre outros, e também alguns participantes do Blog "Abrir Lisboa" estiveram com o candidato, acompanhando-o nestes primeiros dias de campanha eleitoral, testemunhando a forma como os cidadões depositam na candidatura do PS a esperança de arrancar Lisboa do limbo em que caíu.

(...)«O que as pessoas querem é que o município tenha uma cooperação estratégica com o Estado», afirmou o candidato do PS numa acção de pré-campanha no Jardim da Estrela, em Lisboa, em que voltou a pedir «uma maioria» para governar e apelou a um «cartão vermelho» ao PSD.

Com o PSD na mira, o candidato disse que as pessoas «não querem que se transforme a Câmara de Lisboa num palco de confrontação. A Câmara não serve para criar problemas, serve para resolvê-los», disse.(...)

quinta-feira, 28 de junho de 2007

O acesso ao Museu de Arte Antiga.

Como já aqui escrevi, a cultura e o património são essenciais para a promoção turística da Capital no estrangeiro, para além do seu contributo para as relações culturais internacionais do próprio País.

Lia-se, há uns dias, no Diario Digital:

«No Museu de Arte Antiga, o candidato socialista defendeu a recuperação de um projecto de 1994 do arquitecto Eduardo Souto Moura, por ocasião da iniciativa «Lisboa capital da cultura», para se fazer uma passagem pedonal superior entre o museu e a avenida 24 de Julho.

Por esse projecto, a ligação faz-se junto ao rio Tejo, atravessando a linha de caminho de ferro entre o Cais do Sodré e Cascais, através de um tabuleiro pedonal com cerca de 70 metros de comprimento e 16 de altura, na zona da avenida 24 de Julho.

Com essa passagem, os socialistas acreditam que seria facilitado a acesso ao Museu de Arte Antiga, sobretudo por parte dos alunos das escolas.

«Ou se resolve o problema das acessibilidades, ou o museu tem que obrigatoriamente mudar de local«, advertiu a directora do Museu de Arte Antiga, Dalila Rodrigues.

Na acção de campanha, além dos candidatos da lista socialista Manuel Salgado e Helena Freitas (da área da cultura), estiveram presentes a presidente do Instituto Camões, Simoneta Luz Afonso, e Guta Moura Guedes (da comissão de honra da candidatura de António Costa).
(...)»

Uma notícia que vale por muitas páginas de promessas.

Pedro Cegonho

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Lisboa precisa de uma gestão inclusiva.

Há uns poucos anos que moro na Zona Oriental de Lisboa, o que me faz ansiar ainda mais pela eleição de António Costa como Presidente da C. M. Lisboa. Durante os 6 anos de governo municipal Santana-Carmona nada se fez (em lado nenhum, eu sei, mas especialmente) na Zona Oriental de Lisboa. Durante os últimos 6 anos tudo parou, o esquecimento, mesmo desconhecimento, desta enorme parte da cidade foi total.

Durante os anos anteriores aos últimos 6, durante o governo municipal Sampaio-Soares, a Av. Gago Coutinho deixou de ser uma fronteira intransponível, tendo sido construídas vias de acesso estruturantes que permitiram incluir a Zona Oriental na cidade. Foram edificadas infra-estruturas, parques, cuidado o espaço público… Já nos últimos 6 anos a gestão municipal da Direita apenas se lembrou da Zona Oriental como um grande espaço desconhecido, que pensam semi-vazio, que se podia vender “por atacado” para processos de urbanização imprevisíveis como forma de resolver os problemas financeiros da CML. Além disso, lembraram-se de instalar um casino no Parque das Nações – que será porventura a única parte da Zona Oriental da cidade que conhecem – mais uma vez como forma de financiar uma CML com “fileiras” de avençados cada vez mais engrossadas.

Lisboa precisa de voltar a ter uma gestão inclusiva, que a una. Uma liderança forte, que a possa restituir à normalidade e ponha uma pedra em cima do desgoverno dos últimos 6 anos. Precisa de uma vitória clara de António Costa e não de uma pulverização do executivo camarário por uma panóplia sem fim de vereadores de todas as cores ou desbotados, os recém-independentes. António Costa precisa dessa vitória clara, e da maioria clara que daí advirá, para a CML ter a governabilidade mínima necessária para voltar a “entrar nos eixos”. Nós precisamos de dar essa maioria clara para no futuro não se repetir esta situação turva e pouco digna de colapso de uma CML cada vez mais irresponsável e irresponsabilizável.

Filipe Costa

terça-feira, 26 de junho de 2007

“O Impulso inovador de Fernando Negrão”

Quem após o debate a 7 de Junho na sic pensou que Fernando Negrão não tinha uma única ideia para Lisboa, está completamente enganado!!!

Fernando Negrão, ontem na rádio clube português apresentou uma verdadeira “revolução” para as empresas públicas de Lisboa. Quem o ouviu ontem na rádio clube português, terá ficado, com toda a certeza, como eu, verdadeiramente deliciado!
Fernando Negrão disse que iria pôr o IPPAR a tratar da Urbanização de Lisboa, construindo e transaccionando imóveis!!!! E como isto, por si só já não bastasse, este grande conhecedor das empresas públicas de Lisboa acrescentou ainda que a EPUL tratava das águas de Lisboa!!!!!!!!!!!!

O Dr. Fernando Negrão só não disse é se a EPAL vai ficar com a distribuição da electricidade em Lisboa. Será???
E a EMEL??? Vai pô-la a tratar dos lixos??? Boa!

A isto sim, chama-se INOVAR!

É de um Presidente com este grau de conhecimentos e este espírito criativo que Lisboa precisava para cumprir o desiderato do PSD iniciado com Carmona- o afundamento total!!!

Marta Oliveira Ascensão

«O País fica mais rico e Lisboa mais competitiva».

Esta madrugada estive no Museu Colecção Berardo. Eu mais uns milhares de pessoas! Num verdadeiro encontro de gerações, ontem Lisboa teve uma inauguração do Museu Berardo digna de qualquer uma das grandes capitais.
Era bom que o público que frequenta museus em Portugal movimentasse aquela massa humana com frequência! Com as iniciativas do Museu de Arte Antiga já havíamos demonstrado como é possível inovar, agora existe em Lisboa um Museu que poderá tornar-se num ícone da Cidade, trazendo à Capital uma importante fatia do turismo cultural. Agora temos que articular as rotas!

«Com este museu, o País fica mais rico e Lisboa uma cidade melhor. Antes, o roteiro da Arte Contemporânea acabava em Madrid. A partir de hoje, começa aqui», José Sócrates.

Pedro Cegonho

segunda-feira, 25 de junho de 2007

"Zézinha na campanha PS" (Correio da Manhã)

Carregue na imagem para aceder à notícia

Por uma maioria clara e inequívoca.

António Costa tem razão: «Precisamos de condições de governabilidade nos próximos dois anos.»
E isso passa por passar a existir na Câmara uma maioria clara e inequívoca. Senão reparem, com quem partilhar responsabilidades?

O PCP, mesmo com dois vereadores, pode não ser suficiente.
O BE com Sá Fernandes não é construtivo, desempenhou o seu papel de denuncia mas, é uma força com quem se possa contar para levar a cabo um projecto comum?
O PSD geriu, mal, Lisboa nos últimos 6 anos e... sem renovação das suas listas... não é, por certo, quem possa fazer parte da solução, apesar de ter responsabilidades naturais através da Assembleia Municipal.
Os independentes de há 2 ou 3 semanas, por definição, não representam um grupo político permanente no tempo, logo, como os vereadores eleitos por essas listas vão assumir responsabilidades? E, vão ter disciplina entre si ou ter-se-à que conversar com cada uma das associações/lobbys ou grupos de origem? Além de que, Carmona é o principal responsável pela situação a que chegámos...
Assim, a 15 de Julho, António Costa tem que ter uma maioria clara e inequívoca, sob pena de Lisboa arrastar-se numa telenovela por mais dois anos...
Pedro Cegonho

sábado, 23 de junho de 2007

Entrevistas RTP1

Hoje começaram as entrevistas aos candidatos no telejornal da RTP1. No meu blogue têm uma análise à primeira entrevista, que foi ao candidato do PPM Gonçalo da Câmara Pereira.

«... falta de incentivo aos nossos criadores...»

«Desde 1991, repito, desde 1991 que a Câmara Municipal de Lisboa não abre um concurso de arquitectura, o que é bem revelador da realidade e da total falta de incentivo aos nossos criadores para poderem fazer intervenções urbanas de grande qualidade», disse o candidato socialista - António Costa - às eleições intercalares do próximo dia 15, durante uma visita ao pólo 1 da Trienal de Arquitectura, no Pavilhão de Portugal, Parque das Nações. (in Diário Digital / Lusa)

Com tranquilidade... Rumo aos 1,6%

Não consigo compreender a tranquilidade de Telmo Correia na entrevista de hoje, ao semanário Expresso. Um candidato de um partido, que durante muito tempo foi o quarto maior a nível nacional e que aparece nas sondagens com votações entre 1% e 4%, arriscando-se a perder o único vereador que o CDS tem na capital, não pode ter aquele tipo de postura. Cada vez que ouvimos Telmo Correia a falar de Lisboa nos assustamos mais, primeiro foram as câmaras de videovigilância e agora são os graffitis. Quando é que o CDS/PP começa a ter um discurso que vá de encontro aquilo que os lisboetas realmente precisam?

A Crise em Lisboa


Há politólogos que consideram que a queda pontual de governos é positiva, traduz-se no facto de que a democracia funciona, contudo, no caso da câmara Municipal de Lisboa, nem este argumento serve, se atentarmos á história governativa da cidade, podemos verificar que, nos 113 anos de câmara municipal, passaram pela câmara 39 presidentes .


Se fizermos contas percebe-mos que, em média, cada presidente se manteve no cargo 2,8 anos, acrescentando o facto de que alguns acumularam 10 anos de governação a situação piora.


Face ás carências identificadas na câmara municipal de Lisboa, carências de índole económica e financeira, de solidariedade social, ao nível da gestão, etc., contar o número de presidentes de câmara parece irrelevante, não o é, basta imaginar os danos causados por mudanças significativas de políticas, de pessoal, etc. de 2,8 em 2,8 anos, é fácil perspectivar que, pelo menos, causa bastantes danos financeiros.


De qualquer forma o passado já foi, é importante perceber o porquê das coisas, mas mais importante que isso é perceber o que se vai fazer quanto a isso.


Na minha opinião não á uma resposta, não há um dogma, uma formula que resolva o problema, há sim, segundo penso, uma orientação, uma metodologia, um guia de acção adaptável a mudanças. É disso que nós, lisboetas, precisamos.


É por isso que penso, não, é por isso que sei que António Costa é o homem certo, para além de ser um político competente, é uma pessoa séria, não segue dogmas, verdades absolutas, consegue definir uma meta e um método e um caminho para lá chegar, mas mais que isso, é alguém que sabe trabalhar em equipa. É um líder, mas sabe repartir responsabilidades e motivar quem o rodeia.


Para mim, António Costa é a resposta para Lisboa

Debates

Muito se tem falado, um pouco por toda a blogosfera, de debates. Sabemos que no último, realizado pela estação de televisão privada SIC, ficaram excluídas 5 das 12 candidaturas, incluíndo por exemplo a candidatura de Garcia Pereira que há data aparecia apenas a 0,1% do CDS, que esteve representado pelo deputado Telmo Correia. Depois deste acontecimento, de uma consequente queixa à ERC por parte do Professor Nuno Cardoso da Silva (candidatura do MRPP) e de uma eventual queixa à CNE, parece-me que este cenário não se pode repetir.
Mas ao que consta e nos é notíciado no blog do bloquista Daniel Oliveira, a TSF irá realizar agora uma série de debates a dois. Sendo que a grelha é tão ridícula, que volta a excluír candidatos como Garcia Pereira e Manuel Monteiro colocando antes, a título de exemplo, Sá Fernandes a debater com o candidato/fadista do PPM. Esquecido este triste episódio do jornalismo político nacional, resta-nos discutir os moldes do debate que se irá realizar a 12 na estação pública de televisão.
O José Reis Santos dos vizinhos do "O Costa do Castelo", vem propôr um modelo importado dos Estados Unidos da América, onde cada candidato seria confrontado com perguntas, umas mais directas que outras e que poderiam vir quer dos principais órgãos de comunicação social, como também dos próprios cidadãos, que se poderiam inscrever para tentar os seus 5 minutos de fama e poderem interpelar os candidatos. É um bocadinho também, aquele modelo de debate em que um cidadão espanhol perguntou à pouco tempo a Zapatero, qual era o preço de um café. O mesmo respondeu 1 euro e teve os espanhóis a rirem-se na sua cara durante umas semanas.
Mas quais são os riscos deste tipo de debate proposto pelos camaradas do "O Costa do Castelo"? Na minha óptica, este modelo americanizado da política apenas vai fazer com que se disvirtue a lógica de um debate, porque neste modelo ele simplesmente não existe. Este modelo seria sim correcto, na minha opinião, para o círculo de entrevistas indivíduais que irá começar brevemente também na RTP, para um modelo de debate a 12 não funciona. Haverá uma alternativa? Na minha óptica sim, deixo então a minha sugestão: 3 debates com 4 candidatos cada um, todos escolhidos por sorteio e que oferecesse garantias da participação dos 12 candidatos; o modelo seria semelhante aos restantes debates que costumam existir no nosso país e teriam que ser todos os debates moderados pelo mesmo jornalista.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Ainda as sondagens

Evolução das sondagens feitas até ao momento
retirado do blog margensdeerro.blogspot.com

Análise à sondagem CM/Aximage

Mostra-se mais do que óbvia a vitória de António Costa nestas eleições intercalares. O PS encontra-se apenas a um vereador de obter a maioria absoluta, fruto de um equipa forte e de apoios que mostram que esta lista representa diversas sensibilidades das forças vivas da cidade de Lisboa.
A oposição encontra-se bastante distante do candidato socialista, sendo que o segundo classificado é Carmona Rodrigues, que voltou a passar à frente do PSD nas intenções de voto para as eleições do dia 15. A candidata independente Helena Roseta aparece quase empatada com o PCP e Sá Fernandes parece ter descido bastante nas intenções de voto. O partido de Paulo Portas parece já não entrar para as contas da autarquia.
Vamos ver o que é que a campanha e o resto dos debates nos reservam.

Sondagem CM/Aximage

INTENÇÃO DE VOTO PARA A CM DE LISBOA

António Costa: 36,2% - 8 vereadores
Carmona Rodrigues: 13,6% - 2 vereadores
Fernando Negrão: 12,8% - 2 vereadores
Helena Roseta: 10% - 2 vereadores
Ruben de Carvalho: 9,3% - 2 vereadores
José Sá Fernandes: 4,4% - 1 vereador
Telmo Correia: 1,6% - 0 vereadores

Indecisos: 9,1%
OBN: 3%

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