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segunda-feira, 25 de junho de 2007

O voto.

Em tempos de globalização, ocorre-me falar das recentes eleições francesas. Não para analisar os resultados. Não sou analista. Não para falar sobre se os franceses votaram bem ou não.
Eles, em primeiro lugar o sentirão na pele, pese embora as possíveis consequências na Europa.
Falo nelas, nestas eleições, pela sua magnífica participação eleitoral. Votaram cerca de 90% do eleitorado!!! Para o bem ou para o mal estas eleições constituem um exemplo. O exemplo do poder exercido com a arma mais poderosa da democracia.
O voto.
O voto, o nosso bem mais precioso enquanto cidadãos.
O voto, a nossa forma de afirmação.
O voto, a nossa forma de dizer: É isto que eu quero. A nossa forma de decidir como queremos viver, que vida queremos para os nossos filhos, que vida queremos para os tempos vindouros.
Por isso devemos escolher, votando.
Mas, cuidado…
Cuidado, com os falsos profetas munidos de breviários cheios de promessas milagreiras. Não há milagres. E se os há, são raros.

É urgente votarmos na verticalidade, na seriedade, no saber.

Por isso escolho António Costa.
Votemos em massa em António Costa.

É URGENTE, É URGENTE, VOTAR.
VOTAR ANTÓNIO COSTA

Virgínia Essenreiter

sábado, 16 de junho de 2007

Não podemos brincar aos candidatos.

Sou militante socialista, moradora em Campo de Ourique.
O barril do crude está em ± 70 dólares.
O Banco Europeu sobe de novo as taxas de juro.
São tempos difíceis, estes. Todos o sabemos e sentimos.
Mas devemos recusar deixar de ter aspirações.
A minha aspiração para Campo de Ourique é a de que aqui exista um pólo cultural onde se possa assistir a uma peça de teatro, a um concerto, a uma conferência, etc.
Afinal a cultura é também uma forma de alimento. Alimento da alma, do espírito. E porque não ao pé da porta? Poupar-se-ia em transportes, em gasolina, em parqueamento escasso e caro, o que por si só, não é de somenos importância em tempos de graves problemas de poluição.
Ter aspirações. Dar corpo a essas aspirações, é apoiar, votar num candidato íntegro, com capacidade e provas dadas no desempenho de diversos cargos.
Esse candidato só pode ser António Costa.
São tempos difíceis, estes.
Não podemos brincar aos candidatos. Não podemos deixar que decidam por nós. Há que agir. E qual a acção?
Votar, pois então.
Votar em António Costa.


Virgínia Essenreiter

Um Dia Por Lisboa - Fazer ou Não Fazer

Ora, aqui está um verdadeiro exemplo do que é a expressão da cidadania e intervenção cívica dos cidadãos!
Recebemos o seguinte email, a divulgar uma reunião dia 19 de Junho no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, na qual pretendem abertamente pensar a Cidade, desvinculados de qualquer candidatura:

“Ninguém poderá conhecer uma cidade se não a souber interrogar,
interrogando-se a si mesmo”
José Cardoso Pires


Envolta numa ‘crise de destino’, a nossa Lisboa encontra-se num momento de encruzilhada. Todos sentimos como tem sido crescente a distância entre os espaços da política e os espaços da cidade – e os espaços da cidadania. Todos sentimos, também, que estes deveriam andar bem mais próximos.
Na próxima Terça-Feira, dia 19 de Junho, no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, ao Chiado, decorrerá uma sessão contínua (das seis da tarde à meia-noite) de expressão da cidadania. Convidámos vários cidadãos, entre eles alguns peritos, para virem falar sobre o que SE DEVE FAZER, e o que acham que absolutamente NÃO SE DEVE FAZER em Lisboa.
Cada convidado terá um máximo de dez minutos para fazer a sua declaração. Entre cada bloco de quatro ou cinco declarações será feito um ponto de situação/resumo das intervenções, por elementos do grupo coordenador. As intervenções estarão balizadas por cinco grandes temas:
Respirar (Ambiente e Paisagem), Relacionar (Vida Urbana e Quotidiano), Mover (Mobilidade e Estacionamento), Projectar (Urbanismo, Construção e Reabilitação) e Governar (Administração, Transparência e Participação).
Em simultâneo, convidamos todos os cidadãos residentes e utentes de Lisboa para virem também dizer o que FAZER E NÃO FAZER nos “speakers-corner”, cabines com sistema de gravação, que serão instalados no S. Luiz. Os depoimentos de especialistas e de cidadãos serão posteriormente tratados, sistematizados e divulgados. Poderão também ser vistos na PF tv (
http://pftv.sapo.pt).
Do grupo que promove e coordena a iniciativa fazem parte nomes como: António Câmara, Elisa Vilares, Isabel Peres Gomes, João Seixas, Jorge Barreto Xavier, José António Pinto Ribeiro, José Calisto, Lia Vasconcelos, Leonor Cintra Gomes, Luísa Schmidt, Nuno Artur Silva, Pedro Almeida Vieira, Pedro Matos e Rui Tavares.
Este grupo de cidadãos de Lisboa, não vinculado a qualquer das actuais candidaturas, pretende provocar discussões abertas, desmistificadoras e – sobretudo – motivadoras, em torno da nossa condição de cidadãos de uma cidade tão fascinante, intrigante, desejada e mal tratada. Assim, promove a sua primeira iniciativa – colectiva – em plena maré do período eleitoral, ciente de que compete a todo o cidadão, o direito e a responsabilidade de pensar e de actuar sobre a sua cidade. Sendo direito e responsabilidade permanentes, outras iniciativas se seguirão, no futuro.
Em breve divulgaremos a lista dos intervenientes.
Quaisquer informações podem ser esclarecidas pelo telefone 213864554.