segunda-feira, 16 de julho de 2007

Análise dos resultados eleitorais

Parabéns a todos aqueles que lutaram por uma Lisboa Unida!

A minha análise pode ser vista aqui.

Para quem desvaloriza esta vitória, é melhor observar bem os resultados Junta por Junta.

António Costa é o novo Presidente de Lisboa!

Apesar da abstenção e da multiplicidade de candidatos, o Partido Socialista foi a candidatura mais votada em Lisboa e em todas as suas freguesias, elegendo, assim, António Costa para Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Dia de 1 de Agosto é a tomada de posse.

Bom trabalho, são os nossos votos para o novo Presidente e a sua equipa.

Pedro Cegonho

A Abstenção

Abster-se é uma forma de participação passiva, não uma exclusão – este é o meu entendimento.

Vejo a abstenção com um fenómeno da modernidade em que vivemos: é, de facto, um motivo de crise para a mediação política que a democracia representativa mas, não a entendo com um acto dramático de alheamento, tão só trata-se de passivamente aceitar os resultados que se estimam através da opinião comum, ou profissional e dos estudos das sondagens. Com alguma critica para a democracia representativa, mas sem que isso ponha em causa a essência da democracia, de resto, novas formas de participação despontam no dia-a-dia. Mas os partidos continuarão a ter um papel fundamental e supletivo na construção de uma sociedade plural e livre.

Estou convicto que em caso de necessidade “os sinos tocarão a rebate” e todos estarão presente. Há que desdramatizar pois todos a não participação não significa o alheamento ou o repúdio dos resultados. Mas, assimilar a mensagem de desconforto e descontentamento mas, que isso não coloque em causa medidas essenciais para a Cidade e para o País.
Pedro Cegonho

sábado, 14 de julho de 2007

Reflexão

Amanhã vamos votar. Hoje o dia deveria ser dedicado á reflexão.
A lei que regula a eleição dos titulares dos órgãos das autarquias (LO 1/2001 de 14 de Agosto) fixa o fim da campanha eleitoral ás 24 horas da antevéspera do dia designado para as eleições.
Haverá algum mérito do legislador nesta solução? È muito provável que sim. Desde que foi estabelecido a universalidade do voto, seguramente alguns desses momentos reflexivos foram determinantes na escolha então feita. Provavelmente num futuro não muito distante em que o esbatimento das ideologias vai ser substituído por um pragmatismo centrado nos programas e nas equipas que os irão executar, uma leitura das diferentes propostas, sem sound-bytes, poderá ser aconselhável.
E no presente? Para o acto eleitoral de amanhã há necessidade de reflexão?
Para os residentes de Lisboa que aí tenham nascido ou para aqueles que adoptaram a cidade como sua (também estes, seguramente, lhe são fiéis na sua paixão), no contexto das opções disponíveis, o momento de reflexão é dispensável, porque a sua escolha (independentemente da sua ideologia) só pode ser em António Costa, já que é incontestavelmente aquela que apresenta as melhores soluções para a governação da cidade e não menos importante, é a candidatura que mais focada está no cidadão.
Não vou cometer o sacrilégio de afirmar que a candidatura de António Costa é a única que posiciona o cidadão num patamar acima das pessoas colectivas, mas é inquestionavelmente a única com uma equipa capaz de provocar essa mudança.
Porque os eleitores não vão querer continuar a habitar um universo caótico de efeitos dramáticos, esperamos que amanhã possam comemorar uma vitória assente numa maioria absoluta que mais do que premiar António Costa é uma benesse para Lisboa e para os lisboetas.

Mário Alpalhão

CML: a salvação da “coisa” pública

A Polis, donde vem a palavra Política, é a Cidade. Na medida em que significa a convivência dos Homens, o entendimento entre eles e em cada um deles para todos os problemas que se ponham ao nosso viver no Mundo.

Nos tempos greco-romanos, a Política tinha na nobreza a sua raiz mais profunda: uma arte exercida por cidadãos de elevada craveira moral e com bastantes preocupações de natureza cívica.

Hoje, a política (letra minúscula) é cada vez mais o embuste, a hipocrisia, o fingimento, o oportunismo, a manipulação, o compadrio, a corrupção, a acrobacia, a incompetência, o conflito e a inaptência.

A Câmara Municipal de Lisboa com o passado executivo, numa autêntica incompetência de encontrar um verdadeiro governo e plano para a cidade, vivendo numa anarquia interna em que ninguém se entende, tem os seus parceiros (os sérios) completamente desacreditados, apareceu nas capas de jornais pelas piores razões, sofreu de escárnio, maldizer e descrédito em cada esquina. O que não admira quando na sua órbita só se encontrava gente meio burlesca e sobretudo mal-intencionada, sempre indiciada em “qualquer coisa”.

Agora, é tempo de se repensar claramente o combate ao crime como prioridade para esta cidade, pois esta inércia leva a crer que o crime de “fato e gravata” é natural.

Com a agravante do fenómeno sociológico actual, para já em “apenas” três Municípios, “Ele rouba, mas faz qualquer coisa por nós” poder ser contagioso.

“A Câmara, hoje, tem a falta absoluta de qualidades que a ilustrariam, e a abundância de defeitos que a desonram.”

E a “causa” pública, assim, não se salva.

Eu nasci em Lisboa numa fria noite de Inverno em Janeiro de 1984. Na zona mais habitual: S. Sebastião da Pedreira, na bendita “fábrica” Maternidade Alfredo da Costa.

Gosto de Lisboa, actualmente estudo em Lisboa, passeio em Lisboa, mas há também coisas que me indignam em Lisboa.

É claro que também rogo pragas ao trânsito e me indigno com o lixo. No entanto, refiro-me antes ao imparável progresso de decadência da nossa Capital.

Todos queremos para Lisboa mais limpeza, mais habitação, mais segurança, mais espaços verdes e requalificação ambiental dos espaços públicos, mais apoios à juventude, mais lugares para estacionar, mais escolas, mais transportes públicos, mais museus.

Todos queremos para Lisboa menos trânsito, menos barracas (a vertente social tem de estar no primeiro plano), menos droga, menos marginais, menos urbanismo selvagem, menos gestão de interesses por trás de candidaturas.

Foi prometido, na passada (de há dois anos) campanha eleitoral, a simplificação das estruturas camarárias e dos procedimentos municipais, o cuidar com esmero da limpeza, a recuperação do património edificado, o regresso e fixação da juventude, o reordenamento do trânsito, a promoção do investimento, a oferta cultural permanente, o equilíbrio urbanístico.

E tudo foram promessas eleitorais e a verdade é que em Lisboa, uma cidade de múltiplas comunidades, as assimetrias acentuaram-se, Lisboa está arquitectonicamente fria e as pessoas não se cumprimentam na rua e não dão componente humano à vida da cidade, como o faziam antigamente.

E fervilharam as injúrias. E voaram os desmentidos. E verificou-se uma política infiel aos princípios, onde as questões pessoais eram constantemente a ordem do dia. E a Câmara nada sabia.

E, assim, a Câmara não tem seriedade, nem administração, nem economia, nem história.

É necessário, indubitavelmente, uma política estruturante, definidora e clara para a cidade. Mas sobretudo transparente em todos os processos. Que ao menos poupe tempo e dinheiro ao munícipe contribuinte.

Diz a lenda popular e romântica que a cidade de Lisboa foi fundada pelo herói mítico Ulisses. Mas segundo descobertas arqueológicas recentes, perto do Castelo de São Jorge e da Sé de Lisboa, a cidade terá sido fundada pelos Fenícios em cerca de 1200 a.C.

E ainda hoje o verdadeiro poder contra a profunda desconsideração para com os gastos públicos está onde sempre esteve e onde nunca ninguém se lembra: na rua.

Eleições antecipadas em 2007 ou eleições em 2009, isto é, 3207 ou 3209 anos depois dos Fenícios? Eleições sérias e com verdade para Lisboa, pois nunca esquecendo que Lisboa é uma cidade de séculos que quer modernizar-se, mas que quer manter a sua dignidade, ao próximo Presidente da Câmara de Lisboa caberá uma árdua tarefa: a salvação da “coisa” pública, devolvendo Lisboa aos Lisboetas.

(para newsletter ps alvalade julho 07)

Fernando Arrobas da Silva



Quanto mais a luta aquece...

Ouvi há dias o nosso candidato à Camara Municipal de Lisboa , em relação à enxurrada de acusações infundadas e suspeitas maliciosas lançadas por algumas candidaturas mais desesperadas, dizer, “quanto mais atacam mais força eu tenho”.

É verdade, à força da razão, da vontade e da convicção, podemos, e devemos, agora juntar a força da indignação.

O nível a que desceu esta campanha autárquica intercalar é tal que só nos resta unir em torno deste projecto e fazer o possível e o impossível para que, mesmo sem campanha de divulgação das eleições e apelo ao voto por parte da Comissão Nacional de Eleições, mesmo em pleno período de férias e num dia de chegadas e partidas de lisboetas como é sempre o dia 15 de Julho, consigamos dar a resposta que os nossos adversários merecem e Lisboa precisa, a maioria absoluta.

A maioria absoluta para o melhor Candidato, para a melhor Equipa e, de longe, para a campanha mais séria e rigorosa.

A maioria absoluta para governar uma estrutura à beira do abismo e em que contaremos com uma Assembleia Municipal hostil e com fraca memória em relação às responsabilidades no estado caótico a que chegámos.

Quanto mais a luta aquece mais Força tem o PS, recordava Mário Soares no ultimo jantar de aniversário do nosso Partido, e é bem verdade.

Por vezes parece que nos esquecemos, por vezes parece que o PS não é já um partido de militantes, dos militantes, parece que nos deixamos embalar num adormecimento causado pelas lutas diárias e por algumas “sereias” na comunicação social.

Desenganemo-nos, esta luta, a nossa luta, a luta do PS, no Governo ou na Câmara Municipal de Lisboa é a mesma, mudar Portugal, mudar a face da nossa Cidade, fazer evoluir a sociedade num caminho de Progresso, esta sociedade, a que temos e não alguma sociedade utópica ainda nos sonhos de alguma esquerda perdida no tempo e nos sonhos de alguma direita perdida na história.

Antes de mais, honrar os compromissos mais urgentes e as dividas mais prementes, limpar, literalmente e em sentido figurado, a Cidade, moralizar os que trabalham para a Autarquia, e demasiado importante para ser ignorado, preparar o futuro que foi tão desacautelado pela governação da direita ao leme dos destinos de Lisboa.

Um escritor francês, Stendhal, disse um dia que “Os que hesitam são atropelados pela retaguarda”, todos nós, militantes do Partido Socialista, sabemos o caminho a seguir...não hesitar!

Imagens...

Após os últimos dias da campanha eleitoral dos adversários da Candidatura do PS, ou seja, Carmona, Helena Roseta e Negrão, dos suspeitos do costume, Ruben e Zé, e dos "não candidatos a Presidente da Câmara a sério- apenas candidatos a qualquer outra coisa" retive algumas imagens...

Telmo Correia a tentar convencer brasileiros não recenseados a votar e a descobrir uma muito recente apetência para os idosos e para os graffitis que pura e simplesmente não lhe encaixa, uma espécie de fato comprado na feira de Carcavelos (talvez pelo Paulinho das Feiras) com as medidas do Narana...

O fadista do PPM de enxada em punho a limpar folhas de jardins e a distribuir papel higiénico na CML,mau demais para ser verdade....volta Miguel Esteves Cardoso...por favor!

Helena Roseta a perguntar quanto custa um cartaz mas sem dizer, deve ter perdido a factura...

Sá Fernandes com a K7, desculpem, no Bloco já devem ter DVD, contra o governo e a inchar balofamente de orgulho com o caso Bragaparques....
Na corte da CML existe esfe fenómeno atmosférico!Parece um balão de ar quente!Incha, as camaras filmam, o Estado paga, as camaras filmam, tudo na mesma apesar da retórica, as camaras filmam e....business as usual!
Mas um balão de ar quente "independente" atenção...imenso...muito...assim,assim vá...nada,pronto....foi graças ao detector!

Manuel Monteiro a rebentar de ódio a todos os que têem o que ele tanto inveja...destaque na vida publica e carreira política.Cada um tem o que merece julgo...

Pinto Coelho a comparar eleições autárquicas em Lisboa com a intervenção Americana no Iraque...se não fosse tão triste, era motivo para rir a bandeiras despregadas!!!

Ruben Carvalho a confundir eleições autárquicas com legislativas a cada minuto, a cada hora de todos os dias desta campanha...Volta Odete!!!Odete!Odete!Odete!

Carmona a passear no tabuleiro de Monopólio da cidade de Lisboa esquecendo-se da Casa de Partida....parece que não é nada com ele!Fatima Campos Ferreira disse no debate na RTP que ele teve "falta de tempo", eu acho é que ele teve "tempo a mais"!

Negrão a tentar fazer concorrência ao Ricardo Araújo Pereira...todos os dias, e nalguns a conseguir mesmo!É obra...da EPAL, ou do IPPAR com água da EPUL!Pronto enfim, mas ideias e projectos mesmo é que não temos...

Garcia Pereira…a ser cada vez mais Garcia Pereira e por isso mesmo…a continuar mesmo e só…Garcia Pereira.

O Sr Quartim...tirando os passeios por Lisboa pela "fresquinha", de manhã e ao fim da tarde, eu não percebi que é que ele tem andado a fazer!
Nem ele...

Perfeito,perfeito,perfeito, mas mesmo perfeito,perfeito,perfeito, era António Costa como Presidente da CML com maioria absoluta para mudarmos de vez este filme de terror…!

sexta-feira, 13 de julho de 2007

O Nosso Primeiro Passo: Votar no PS e em António Costa.


OS PRIMEIROS PASSOS …

Hoje de manhã, poucos minutos depois das 10H, o nosso candidato António Costa, perante uma plateia de militantes, candidatos e também jornalistas. Passou uma mensagem simples, directa e objectiva – enumerar as PRIMEIRAS 10 MEDIDAS a tomar após a sua eleição como Presidente da CML.
Correu muito bem, as medidas são concretizáveis, razoáveis e prementes de momento. Prometer sem consolidar, ou prometer de forma tão vaga quão inconsistente, já não serve, não é sério!
Todos os pontos são importantes para a nossa cidade, eu destacaria o ponto 1, reduzir a despesa corrente do Município em 10% até final do ano – fundamental e necessário para poder “arrumar a casa”.
Os pontos 7, 8 e 9, são conexos, e permitem a curto prazo viver melhor na nossa cidade, passeios restituídos aos peões, ruas mais limpas e sem lixo, onde possamos ter gosto em passear, e passadeiras visíveis colocadas perto das escolas para que as nossas crianças atravessem em segurança! São necessidades básicas que todos sentimos e que custarão pouco a pôr em prática, apenas boa vontade e persistência!
Resta-nos agora, neste ultimo dia de campanha, fazer apelo ao voto no domingo, estamos em 1º lugar no boletim de voto – que seja um bom presságio!

Isabel Rolim Almeida

Escolher o Futuro

António CostaQualquer pessoa, independentemente do quadrante ou simpatia partidária, sabe que António Costa é a melhor pessoa para assumir a Presidência da Câmara de Lisboa. Tem experiência, é qualificado e tem obra feita por onde passou. Pode apontar-se ao candidato do PS críticas e discordar-se dos seus princípios, é política e vivemos em democracia, não se lhe pode, todavia, acusar de falta de rigor e competência.
As pessoas sabem que nesta eleição o PS é o único concorrente que tem um projecto e uma equipa de Governo para Lisboa. É o único que está apostado em melhorar Lisboa. Não é uma candidatura a pensar em ajustes partidários nem em busca de vingar ressabiamentos. O único objectivo e a única vontade que move a candidatura do PS é Lisboa.
Lisboa precisa de projecto, liderança e Governo. António Costa dá-nos essa garantia.

Os 10 primeiros passos.

Conheça os 10 primeiros passos a que se propõe António Costa, depois de o elegermos Presidente da Câmara, no próximo domingo.

Unir Lisboa: Reparar o passado e Reconstruir o futuro

A candidatura Unir Lisboa reflecte a vontade de transformar Lisboa, aproximando todos aqueles que nela vivem e trabalham, em torno de um desejo de a recriar, projectar e animar, iluminando-a como uma vida própria e cosmopolita ao nível das grandes capitais europeias.

No próximo dia 15, o que está em jogo é muito mais do que uma mera eleição intercalar para um novo mandato, trata-se de um altura crucial para nossa cidade. Cada voto será, um contributo importante na reparação do passado e na reconstrução do futuro.

O nosso voto é o elo dinâmico desta grande corrente !

Pedro Pires

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Um pedido claro para dar respostas claras

António Costa faz bem em pedir uma maioria absoluta, pois só com uma equipa forte e coesa no Executivo municipal se podem dar as respostas necessárias e adequadas aos problemas da cidade.

PS em peso na descida do Chiado no apelo à maioria absoluta.

No Diário Digital:

«O PS saiu hoje em peso à rua, na tradicional descida do Chiado, para apoiar o candidato à Câmara, António Costa, que insistiu no apelo à maioria absoluta e recusou uma vitória antecipada.
«Não há nenhuma vitória antecipada. As vitórias só se conquistam depois de o último voto contado. Por isso, de hoje a domingo tempos todos de nos empenhar para ir conquistando, voto a voto, a maioria», disse António Costa, na chegada ao Terreiro do Paço.
«Esse tem de ser o objectivo: ter a maioria para pôr a Câmara a funcionar«, sublinhou.
A descida do Chiado até à Baixa foi um »desfile« de notáveis socialistas, com António Costa a contar com o apoio do ex-presidente da República e da Câmara de Lisboa Jorge Sampaio no início da »arruada«, junto à esplanada da »Brasileira«.
Aos jornalistas, Jorge Sampaio afirmou apenas ter vindo »dar uma ajudinha« a António Costa, que foi igualmente apoiado por outro antigo presidente da Câmara de Lisboa, João Soares.
Almeida Santos, Vera Jardim, António Vitorino, Maria de Belém Roseira, o ministro da Agricultura, Jaime Silva, a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, Maria Carrilho, Joaquim Raposo, Maria do Rosário Carneiro, José Leitão, Vasco Franco e Miguel Coelho, ajudaram António Costa a descer o Chiado numa tarde de calor.
No percurso, que fez em passo mais ou menos acelerado, em cerca de uma hora, o cabeça-de-lista do PS foi também apoiado por figuras do teatro e da televisão como Júlio Isidro, Vítor de Sousa, Catarina Avelar, Margarida Vila-Nova (mandatária para a Juventude), a actriz e realizadora de cinema Inês de Medeiros e o antigo atleta olímpico Carlos Lopes.
António Costa distribuiu cumprimentos, alguns autógrafos, pousou para fotografias, entrou em lojas e cumprimentou os transeuntes, entregando-lhes um desdobrável com a lista à Câmara e desejando »felicidades«.
Quando ouviu queixas sobre a cidade, respondeu: »Temos que arrumar a casa«.
Cruzou-se com muitos turistas, com quem conversou sempre na língua materna destes, fosse inglês, francês ou castelhano.
A duas espanholas, pediu-lhes que voltassem no próximo ano quando a cidade estiver melhor, e a um inglês que usava um boné do Benfica, cumprimentou-o por usar um adereço do »melhor clube do mundo«.
De megafone na mão, à chegada ao Terreiro do Paço, agradeceu quem o acompanhou naquele »esforço numa tarde de calor«, e dramatizou o discurso.
«É um sinal com a vossa mobilização de que as campanhas negativas, baseadas no insulto e ataque pessoal não fazem mossa, dão-nos energia», declarou perante as cerca de 200 pessoas que o acompanharam.
António Costa apelou a uma concentração «naquilo que é essencial», sendo esse essencial «Lisboa e os problemas dos lisboetas».
«É para isso que aqui estamos: para resolver os problemas e pôr a Câmara funcionar«, afirmou.
O candidato escusou-se a comentar o barómetro Marktest para o DN e TSF, que lhe atribui a vitória, sem maioria absoluta, no próximo domingo, com 22,6 por cento dos votos.»

Diário Digital / Lusa
12-07-2007 17:30:00

LISBOA ELEIÇÕES 2005 - 2007 - 2009

Maria José Nogueira Pinto em artigo de opinião ao DN:

(...) Porque o passivo de Lisboa é muito mais preocupante que o passivo da câmara. Deixar parar uma cidade, que é uma realidade viva, e voltar a pô-la em marcha, predisposta e anímica, é muito mais complexo que endireitar a tesouraria. Dia 15 elegemos o governo de Lisboa e não uma administração para a câmara. Dia 15 sancionamos prioridades para Lisboa e não meras propostas de reorganização da máquina camarária. O nosso voto, qualquer que ele seja, deve presumir que só quem está preparado para governar a cidade, dar-lhe rumo e futuro, saberá fazer as outras coisas.

Eléctricos


Um dos principais emblemas da minha querida Lisboa são os eléctricos. Nascida e criada em Lisboa tive sempre a sorte de ter este nobre meio de transporte perto de mim e,ainda, hoje faz parte da minha vida lisboeta, pois no meu bairro de Campo de Ourique continuam a passar duas das principais linhas (carreiras) o 25 e o 28. Apoio, totalmente, António Costa na reactivação de linhas de eléctricos com prioridade para ligação Cais do Sodre-Rato. Para esta medida é importante, também, o ponto da campanha eleitoral referente a uma maior fiscalização de estacionamentos e paragens abusivas que dificultam, por vezes, a passagem deste belíssimo meio de transporte.


Sónia Barrocas

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Carta da Pró associação de moradores Quinta do Mineiro

Divulgamos Carta da Pró associação de moradores Quinta do Mineiro, dirigida ao Candidato do Partido Socialista:

Caro António Costa,
Candidato a Presidente da Câmara de Lisboa



Escolhemos viver numa zona agradável do centro da cidade de Lisboa.
Pouco a pouco o nosso bairro foi-se transformando mas, apesar do défice agravado de estacionamento, manteve alguma qualidade de vida.

Hoje, no quarteirão do antigo colégio dos Maristas, na denominada Quinta do Mineiro, estão em curso obras de urbanização para um loteamento de grandes dimensões.

Um grupo de residentes, cuja vida vai ser profundamente alterada pela nova urbanização solicitaram informação à Câmara Municipal de Lisboa sobre o processo de urbanização n:80/URB/2005,que veio alterar o alvará de loteamento n:9/2005, por forma a poder avaliar o que está em curso.

Trata-se de mais de 56 000m2 de área construída acima do solo de habitação, comercio e serviços, incluída em 7 lotes, para além de dezenas de milhar de m2 em subsolo.

O processo resulta

. da alteração ao art 75º relativo a regras supletivas do PDM de Lisboa, aprovado em Março de 2004 e que prevê que a CM possa autorizar loteamentos não conformes com as regras fixadas no plano desde que "os mesmos sejam considerados de interesse urbanístico, social ou económico"
. da venda de um terreno da CML
. de várias alterações requeridas .


A cada alteração do processo a área a construir tem vindo a aumentar .

Pretendemos defender os nossos direitos e interesses, acompanhar o processo e combater as ilegalidades e negligência e exigimos que a Câmara garanta o interesse público.

Não podemos impedir que se construa o que foi autorizado mas queremos o respeito rigoroso da legalidade. Queremos evitar mais alterações que venham aumentar o volume de construção, aumentar o défice de estacionamento da zona, matar árvores de grande beleza ou degradar mais a qualidade da nossa vida.

Queremos conhecer a posição do Sr Candidato sobre este empreendimento e saber como irá acompanhar a evolução do tecido urbano e da qualidade de vida dos residentes.

Por isso solicitamos uma audiência e aguardamos o seu contacto.


Pró associação de moradores Quinta do Mineiro

De novo, mesmo a 9000 Kms de distância queria dizer que.....

....Quanto mais os dias passam e nos aproximamos da data das eleições, parece que todos os outros 11 candidatos estão mais preocupados em que o seu "adversário directo" perca votos do que com a CML. Desde Helena Roseta e as suas gincanas e flutuações políticas já costumeiras, passando pela guerra declarada e o rol de acusações entre os candidatos Fernando Negrão, Carmona e Telmo Correia até a uma acesa luta entre Ruben de Carvalho e Sá Fernandes, parece estar tudo invertido, com o perigo acrescido, de que os problemas que assolam a CML passem para segundo plano.
Por outro lado interessará referir que as eleições intercalares vão permitir ao candidato que as vença, um mandato por dois anos e, quer nós queiramos quer não, não é tempo suficiente para permitir grandes reformas nem grandes mudanças. O discurso sóbrio do Partido Socialista diferencia-se dos restantes na medida em que faz propostas realistas e bem delineadas no tempo mas, penso eu que a principal medida que se pode prometer em tão pouco tempo é o saneamento financeiro da CML para, em 2009, se poder fazer um programa clarividente e diagnosticado para apresentar aos lisboetas de forma a que se obtenha legitimidade e nova maioria para governar Lisboa por mais quatro anos.
Os anos pós-2009 serão, esses sim, os anos em que se poderão realizar grandes mudanças em Lisboa. Espaços verdes em maior e melhor número, parques de estacionamento que comportem o crescente parque automóvel de Lisboa, a parceria efectiva e não de fachada com a Carris e o Metro visando o incremento e a melhoria da rede de transportes públicos, a realização de profundas reformas nas empresas municipais, a defesa e a restauração de zonas históricas tornan-do-as um verdadeiro cartão de visita e a segurança na cidade, além de outras medidas já referidas por outros conbloguistas, serão, realísticamente, almejáveis para um segundo mandato.

Aqui de Macau, Saudações Socialistas
Nuno Vieira Rodrigues

Os ultimatos…as insinuações…as tricas…

Quase na recta final, os candidatos desdobram-se nos contactos com os eleitores, nas mais variadas acções de campanha, tentando a todo o custo transmitir a melhor solução para Lisboa! Até aqui tudo bem, é legítimo!
Mas, e à boa maneira portuguesa, como já vai sendo habito, surgem as insinuações de má-fé, e disparam-se tiros em todas as direcções, numa tentativa mesquinha de descredibilizar quem faz sombra… é a luta política no seu melhor…
Como é óbvio, esta postura não ajuda os cidadãos a interessar-se pelos seus destinos, nem apela ao voto, e participação cívica, numa altura em que sabemos do alheamento face à política e aos políticos!
Este fim - de - semana foi profícuo em tricas, insinuações, foi a coincidência do Toy dar um espectáculo alegadamente financiado pela Gebalis, cujo administrador é amigo e candidato na lista de Carmona, que originou uma queixa à CNE; foi a insinuação feita ao Arq. Manuel Salgado relativamente aos interesses que teria na OTA feita por Marques Mendes, o que ocasionou, e bem, um pedido de explicações por parte de Miguel Júdice (ex – Bastonário da Ordem dos Advogados) actual mandatário de António Costa.
Estas e outras peripécias polìticas, baralham e confundem os eleitores que já cansados destas “politiquices” reagem com indiferença, e hoje ouvimos no programa “opinião pública” ( SIC Noticias), a reacção a estas tricas, onde a má imagem dos políticos sobe em flecha e todos caíram nos índices de popularidade! Grave, muito grave e preocupante!
Em todas as campanhas surgem estas “artimanhas politicas”, mas já é tempo de se responsabilizar, quem insinua sem provar…é má fé, que não deve ficar impune, resta-nos acreditar que os cidadãos eleitores tirem as devidas ilações…
A nós, militantes do PS cabe-nos a tarefa de apelar ao voto (uma vez que a CNE acordou tarde), participar nas acções de campanha ao lado do nosso candidato, e tentar desvalorizar esta tricas e insinuações, a bem de Lisboa!


Isabel Rolim Almeida

terça-feira, 10 de julho de 2007

Lama à falta de Ideias

O candidato Fernando Negrão tem demonstrado, ultimamente, que a sua sorte ligada à ausência de ideias pode ser melhorada com a abundância de lama que lança sobre a honestidade de pessoas sérias e competentes, como é o Arq. Manuel Salgado. Não sendo digno do PSD, quer ser digno do dr. Marques Mendes. Coitados!

M. Pedroso Marques

Assim...estamos conversados!

O debate a 12, formato impossivel de se tornar util a quem quer que seja,muito menos aos lisboetas, mostrou mais uma vez algo incontornável, apenas uma candidatura tem cabeça,tronco e membros, apenas uma candidatura oferece aos lisboetas a segurança duma aposta para ganhar, apenas uma candidatura oferece condições para ultrapassar os desafios e as ameças que a cidade enfrenta neste momento,a do PS com António Costa.

Retive algumas pérolas deste debate:

"Há duas maneiras de destruir uma cidade, bombardeando-a, como os americanos fizeram com Bagdad; a outra é eleger qualquer um destes senhores do costume" - Pinto Coelho...a imagem da politica e em particular dos politicos já anda suficientemente mal para sermos sujeitos a "tentativas de homicidio por meio audiovisual", como diria um ex seleccionador nacional, tal é o caso sempre que este senhor aparece na televisão.

"Ouvir as pessoas não custa dinheiro" - Helena Roseta...é verdade mas o cerne da questão é que também não resolve nada na maior parte das vezes, aflorar os temas pela rama tem destas coisas...

"No fundo é fazer tudo ao contrário do que se tem feito até agora" - Zé Sá Fernandes...assim é fácil, muito espectaculo e show off mediático, custe a quem custar, estar sempre do contra e dizer que está sempre tudo mal, armar-se sempre em cavaleiro defensor e proprietário unico da moral e da ética e pronto...assim se confundem os eleitores, é uma receita que infelizmente tem funcionado.

"Lisboa é linda eu acho que Lisboa é linda, linda Lisboa é linda. " - Gonçalo da Câmara Pereira...isto resume o conteúdo programático, as propostas e as ideias do PPM, isto e andar de ancinho na mão a limpar folhas e a remexer terra...é triste a imagem do PPM!Volta Miguel Esteves Cardoso, por favor...

Fátima Campos Ferreira para Carmona Rodrigues: «O senhor tem um déficite de tempo», ora eu penso que o problema é exactamente o contrário, teve um excesso de tempo, designadamente todos os dias que esteve a ocupar a cadeira de Presidente da Camara Municipal de Lisboa!

Gostaria apenas de deixar mais alguns pensamentos:

"a Zé" faz falta, a Maria José, porque dela se falou bem mais do que da maioria dos candidatos...

Negrão não existe!É virtual sem estar no Second Life!É obra...
Para lá do anedotário politico nacional para o qual o ex director da PJ muito tem contribuido, da luta pela sobrevivência de Marques Mendes e do apelo à sobrevivência do PSD por parte de Manuela Ferreira Leite...Negrão é uma escuridão de ideias!
E já agora, dizer que Lisboa não precisa do Governo quando ele será fundamental no apoio à reabilitação (a todos os níveis) da edilidade, quando todos os portugueses sustentam através dos seus impostos os transportes públicos da cidade bem como muitas das suas instituições e empresas, é pura e simplesmente ridiculo afirmar idiotices destas!

Deixo uma homenagem ao ex vereador da Camara Municipal de Setubal, uma proposta bem ao seu estilo, e ao nivel das que ele tem apresentado, a Portela + 5!

Eu proponho uma solução para o NAL que será composta por:

- Portela, que nem foi considerado o 4 pior aeroporto da Europa nem nada(numa lista de aeroportos que mais cidadãos afectam com a poluição,nomeadamente sonora)

-mais o aeroporto de Sintra para voos executivos, eu adoro a vila e isso deve chegar como justificação (se chega para Durão Barroso querer que o futuro Tratado Europeu se chame Tratado de Sintra só porque o presidente da Camara é do PSD porque é que eu não posso querer Sintra porque gosto da vila?!)

-mais Alverca, tenho lá amigos e gosto das OGMA apesar de ter achado o negócio Paulo Portas - EMBRAER muito mau ( a ver vamos se não existem mais transferencias suspeitas como nos submarinos, espero mesmo que não!)

-uma pista de apoio para helicopteros no Campo Grande (gosto da zona, pode ser que assim requalifiquem finalmente o jardim do Campo Grande!)

-uma pista para voos low cost dos europeus que julguem que o novo Tratado Europeu se deve chamar Tratado de Lisboa (99,9999999999%) ali entre a Quinta do Lambert e Telheiras, pode ser que se resolva o loteamento do Sporting "pendurado" desde 1982 e de qualquer forma só chegam "reforços low budget" por aquelas bandas

e...para finalizar...

- um super aeroporto em Tomar! É uma cidade linda, tem eventos que levam 500000 pessoas mais o Presidente da Republica a visitá-la e tenho lá uns terrenos (assumo já antes do PSD levantar acusações infundadas ou boatos aberrantes como parece ser habito agora!)

Duas importantes propostas do PS

Ora, aí estão duas importantíssimas propostas apresentadas pelo PS, para a Cidade de Lisboa, após elegermos António Costa como Presidente da Câmara Municipal:

- continuação da instalação de radares em algumas das vias da cidade, de forma a combater a sinistralidade rodoviária;

- proceder a uma reforma «radical, de alto a baixo», da empresa que gere a habitação municipal, a Gebalis.

Não vamos facilitar, votemos em António Costa para começar a reconstruir Lisboa!

Pedro Sousa Cegonho

segunda-feira, 9 de julho de 2007

António CostaCoerência

A analogia com o arrastão, a evocação da Lei de Gersham, a referência, constante, à família, entre outros pontos expostos no livro, só merece lamento.

Caro Rui,
Agradeço a ligação que indicaste ao texto do Portugal dos Pequeninos, porém, aquilo que hoje alguns podem ver como virtude literária política- não sei se há pouco mais de um ano aqueles que hoje tanto gostam de citar o livro consideravam o mesmo -, tive oportunidade de escrever e considerar na altura da publicação, após a devida leitura, como uma obra lamentável.
A procura de bodes expiatórios, em tudo, desde candidatos convidados e depois dispensados a jornalistas, para justificar uma derrota da qual o candidato foi um dos grandes responsáveis é, reitero, lamentável. Por isso, dispenso o jogo de quem pretende ofuscar a actual candidatura do PS com o anterior candidato socialista.
Hoje, qualquer pessoa, independentemente do quadrante ou simpatia partidária, sabe que António Costa é a melhor pessoa para assumir a Presidência da Câmara de Lisboa. Tem experiência, é qualificado e tem obra feita por onde passou. Pode apontar-se ao candidato do PS críticas e discordar-se dos seus princípios, é política e vivemos em democracia, não se lhe pode, todavia, acusar de falta de rigor e competência.
As pessoas sabem que nesta eleição o PS é o único concorrente que tem um projecto e uma equipa de Governo para Lisboa. É o único que está apostado em melhorar Lisboa. Não é uma candidatura a pensar em ajustes partidários nem em busca de vingar ressabiamentos. O único objectivo e a única vontade que move a candidatura do PS é Lisboa.
Lisboa precisa de projecto, liderança e Governo. António Costa dá-nos essa garantia!
(Texto publicado no Tugir)

O exercício que um debate televisivo não devia obrigar o telespectador

Um debate com 12 candidatos - deve ser o primeiro em Portugal com tantos candidatos num debate televisivo - não deve ser muito esclarecedor. Pelo contrário. Os que prevêem e deverão receber poucos votos nas urnas serão os primeiros a fazer transpirar demagogia no debate, no sentido de chamar a si protagonismo.
Aliás, devem ser apresentadas logo à noite na RTP1 muitas propostas que nem a Câmara Municipal tem competência para as assumir.
Por isso, o telespectador, mais do que ficar clarificado quanto às propostas que são apresentadas, como deveria ficar após ouvir um debate, é convidado a ouvir e procurar distinguir quem tem um projecto e uma equipa para Lisboa de quem pura e simplesmente apenas quer, com toda a legitimidade, ainda que sem propostas e ideias exequíveis, aparecer.

O desnorte laranja

O líder do PPD está a perder as estribeiras e dispara em tudo o que é sentido, numa postura sintomática de quem está a perder o pé em termos de liderança partidária.
Quando já se perfilam vários candidatos à liderança do partido, e prevê-se que a disputa seja em breve, pois um resultado do PPD em Lisboa abaixo dos 20% é meio caminho andado para a actual liderança partidária arrumar a trouxa e sair de funções, António Costa faz bem em pedir provas do que o ainda líder do PPD disse a propósito do número 2 do PS à Câmara de Lisboa. Se tem provas do que insinua prove ou então apresente desculpas.
Que o líder laranja tenha dificuldades internas é um problema seu. Porém, para Presidente de um dos maiores partidos portugueses, está a assumir uma postura pouco responsável e digna de um número um do PPD.
Lisboa pagou caro a escolha que fez em 2005 para a Câmara Municipal e, mais ainda, as suas reticências ao longo dos últimos meses, quando não quis clarificar, mais cedo, o estado da Câmara, acabando por ser um dos principais contribuintes do estado quase comatoso em que se encontra a Câmara Municipal.
Na política não vale tudo, para o Presidente do PPD, para se manter no lugar, parece que sim.

Lisboa, Cidade do Bem-estar e da Qualidade de Vida.

A cidade de Lisboa possui condições ideais para se tornar um exemplo de qualidade de vida. Desde um clima ameno à sua ímpar localização entre o rio Tejo e o Oceano Atlântico, passando pelas sete colinas, existem excelentes razões para aproveitar ao máximo um potencial ainda pouco explorado.
Mas qualquer lisboeta sabe que, apesar de existirem boas condições de base, muito está ainda por fazer. A título de exemplo, veja-se que continua a existir uma escassez de espaços verdes na cidade, que os tempos de entrada e saída de Lisboa são ainda insatisfatórios não só em horas de ponta e que a rede de transportes não é tão eficaz e completa como desejável.

Uma das prioridades de Lisboa deve ser a batalha pela melhoria das condições de vida e de trabalho na cidade.
Em primeiro lugar, devem ser desenvolvidas as necessárias estruturas materiais para que o cidadão se possa deslocar rapidamente e com conforto de casa para o emprego, e daqui para qualquer espaço de lazer na cidade. Mas também deve existir uma aposta criativa cada vez maior no aproveitamento destes espaços de lazer, reforçando a valorização de áreas degradadas e desaproveitadas junto ao rio, nas zonas históricas de Lisboa e noutras em que se justifique.
Neste sentido, devem procurar adoptar-se um conjunto de medidas em matéria de acesso à cidade, transportes e valorização de espaços públicos e do ambiente na cidade, como, por exemplo:

A) Criar, em conjunto com a Área Metropolitana de Lisboa, grandes parques de estacionamento gratuitos nos pontos de acesso a transportes públicos que se dirijam para a cidade de Lisboa, podendo adoptar-se um mecanismo de parcerias público-privadas para o efeito;

B) Rejeitar a concessão de auto-estradas de acesso à cidade a entidades privadas que, naturalmente, têm interesse em manter um fluxo de circulação automóvel nessas vias, o que torna mais difícil a concretização de determinadas políticas públicas como a introdução de corredores bus ou car pool nessas vias;

C) Ponderar a atribuição da gestão das empresas públicas de transportes à Área Metropolitana de Lisboa, por forma a que seja valorizada a componente de gestão integrada das redes de transportes, melhorando as ligações e tornando os respectivos tempos de utilização o mais curtos possível;

D) Tornar a utilização dos transportes colectivos mais agradável, criando uma cultura de exigência quanto aos mesmos. Os tempos de espera devem ser reduzidos, o número de passageiros transportados sentados deve ser aumentado;

E) Alargar decisivamente a rede de metro aos restantes pontos centrais dos concelhos da área metropolitana;

F) Valorizar a Estação Oriente como estação ferroviária principal, eliminando progressivamente a utilização de Santa Apolónia, permitindo a melhor utilização de novos espaços na cidade;

G) Ponderar o encerramento ao trânsito da Cidade Universitária, criando condições para uma estrutura de campus universitário e uma verdadeira “CIDADE UNIVERSITÁRIA”, com equipamentos adequados, que permita a existência de um novo espaço verde utilizável por cidadãos e estudantes no centro da cidade. A esta medida deve associar-se a criação de um conjunto de incentivos à investigação em Lisboa, nessa cidade universitária, por forma a que esta se assuma como grande centro de I&D, podendo ainda, constituir um centro de investigação e busca de soluções para os problemas da cidade;

H) Criação de novos espaços verdes de lazer, evitando a sistemática construção em todos os espaços não construídos. A Câmara Municipal de Lisboa deve desencadear procedimentos expropriatórios em relação a terrenos não edificados para este efeito;

I) Aproveitamento do espaço da feira popular para criação de um grande espaço verde no centro da cidade, transferindo-a para um local fora da cidade e de fácil acesso;

J) Combater o ruído na cidade, adoptando e lutando por medidas que permitam a sua redução efectiva. Neste sentido, deve ser fortemente incentivada a utilização de veículos eléctricos pelas empresas de transportes colectivos e pelos cidadãos;

K) Tornar a recolha de lixos e a limpeza das ruas de Lisboa exemplar e valorizar a recolha selectiva de resíduos. Este aspecto pode ser melhorado, criando condições para uma recolha selectiva logo em casa, através da adopção de caixotes de lixo em trevo para a Cidade de Lisboa, que permitam a recolha diferenciada e reciclagem dos resíduos sólidos urbanos no próprio domicílio do cidadão.

Mas a qualidades de vida exige ainda a adopção de medidas a outros níveis.
Muitos têm falado de habitação na cidade no sentido da criação de um verdadeiro mercado de arrendamento, de uma forte aposta na promoção da aquisição de casas por jovens no centro da cidade e do exagerado preço dos imóveis em Lisboa.
A verdade é que não tem havido melhorias assinaláveis. Mais, se nada for feito, a situação tem tendência a degradar-se.A situação é ainda particularmente gravosa quanto à Câmara Municipal de Lisboa, uma vez que boa parte da última campanha eleitoral para as últimas autárquicas se centrou neste ponto, afirmando a necessidade de promover a habitação para jovens no centro da cidade. O acesso ao crédito jovem para a habitação foi inexplicavelmente dificultado e a construção de imóveis para jovens a preços acessíveis sofreu retrocessos inadmissíveis.
Temos que nos bater pela valorização da habitação no centro da cidade e pelo desenvolvimento do mercado de arrendamento, criando medidas que, indirectamente, imponham a realização de obras e posterior arrendamento de edifícios não utilizados.

Inês Drummond

domingo, 8 de julho de 2007

António CostaDignificar a frente ribeirinha

"O Porto de Lisboa tem uma importância fundamental para a economia da cidade e a actividade que desenvolve deve ser apoiada" disse Costa sem deixar de acrescentar, no entanto, que o "Porto de Lisboa não pode ser uma Câmara Municipal sombra e tem de ser posto no seu devido lugar".

Sem demagogias nem abordagens pouco rigorosas, até porque o Porto de Lisboa tem a sua função, não pode, esta, todavia, sobrepor-se aos interesses do usufruto da frente ribeirinha de Lisboa, conforme bem destaca António Costa.

Cidadãos por Lisboa

A campanha da senhora independente Helena Roseta, nestas eleições intercalares para a CML, é do mais interessante que a política portuguesa já assistiu. Esta senhora que dizia conseguir ganhar as eleições, aparece já em algumas sondagens em quinto lugar. No início dizia que os lisboetas estavam fartos dos partidos políticos e necessitavam dos movimentos civícios, agora desculpa o seu resultado afirmando que não tem o poder de mobilização dos movimentos partidários.
Visto isto gostava de lembrar a senhora arquitecta de que os partidos políticos são efectivamente um meio de cidadania activa, onde as pessoas podem militar, apresentar ideias e serem eleitos internamente, podendo até apresentarem-se a eleições em nome do partido, se a maioria dos seus camaradas entender que são as pessoas melhor preparadas para tal. Acontece que os socialistas não consideraram a senhora arquitecta a pessoa melhor preparada nem para ganhar as eleições para a CML, nem para governar aquele que é o maior município do nosso país.
A verdade é que a maioria dos militantes socialistas tinha razão. Durante esta campanha Helena Roseta não parou de descer nas sondagens, de dia para dia são cada vez menos os seus seguidores, o que seria no início um grande movimentos de cidadãos mobilizados por Lisboa, é agora um pequeno grupo de expressão eleitoral não muito diferente da do Bloco de Esquerda. Carmona Rodrigues também ele independente, ao contrário de Helena Roseta ainda não colocou nenhum cartaz pela cidade, no entanto mantém nas projecções o mesmo resultado de quando se lançou para esta disputa eleitoral.
Um voto nos "Cidadãos por Lisboa" não é um voto na mudança, visto que Helena Roseta não conseguirá mudar nada sozinha. Os lisboetas precisam de um executivo com liderança e com força para poder aplicar novas políticas, precisam pois de uma maioria absoluta do Partido Socialista que garanta autonomia do executivo para a concretização do programa com o qual se apresenta a eleições. Um voto na candidata independente pode ser tudo, menos um voto na estabilidade que a capital do nosso país tanto precisa.
Do que já vi durante esta campanha, só existe um verdadeiro movimento cívico e tranversal por Lisboa, que é a candidatura de António Costa. Pois só um verdadeiro movimento cívico de base partidária, conseguiria juntar o apoio de personalidades tão diferentes como José Miguel Júdice, Saldanha Sanches, Basílio Horta, Henrique Medina Carreira, Graça Morais, Jacinto Luca Pires, Manuel Luís Goucha, Raul Solnado e Filipe La Féria. No próximo dia 15 só um voto no Partido Socialista, será um veradeiro voto na cidadania.

12 candidatos! Muitas alternativas?


Lisboa debate-se com uma realidade incontornável: necessita que a Câmara tenha uma gestão responsável, rigorosa, transparente e eficaz.
O descalabro, não só financeiro, da Câmara Municipal de Lisboa, resultado de vários erros de gestão no passado recente, condiciona os eleitores a superarem as divergências ideológicas em benefício de uma solução que permita inverter o caminho suicidário que trilhou.


Porquê uma maioria absoluta?

A pré-campanha, mais do que o período oficial de campanha, permitiu aos lisboetas perceber que a dispersão dos votos pelo inusitado número de candidatos não favorecerá um modelo de gestão que possibilite uma recuperação urgente e eficaz.
Sem querer exultar as qualidades de António Costa, que as tem, é indiscutível que a necessária responsabilização da gestão só é possível quando para a mesma há um titular visível e não uma dispersão difusa da mesma.
Perante este quadro, do qual racionalmente não é fácil divergir (e há momentos em que a razão tem que se sobrepor á ideologia) apesar da multiplicidade de candidatos, a escolha terá que recair naquele que mais se aproxima do modelo que transporta a solução para Lisboa, inevitavelmente António Costa, e terá que ser uma escolha maioritária que permita responsabilizá-lo e o condicione a uma gestão centrada na recuperação da cidade, e concomitantemente na melhoria da qualidade de vida de toda a população que a utilize e desfrute.
Múltiplos candidatos, várias opções?... NÃO!


Mário Alpalhão

Entre Militantes

Caras e caros camaradas


Começa hoje a campanha para a eleição de António Costa, gostava de propor a todos mais uma tarefa para esta recta final . Sugiro que tenhamos uma maior atenção ao modo como a comunicação social transmite as diferentes actividades e, caso verifiquemos deficiências importantes, omissões, incorrecções, falta de equidade, etc., não deixemos de intervir, individualmente, a título pessoal, telefonando, escrevendo, "e-mailando" (como queiram) para o canal de televisão, jornal (...) em questão. Claro que de maneira bem fundamentada, com objectividade crítica. Penso ser esta uma militância importantíssima. Tenho-o feito e, curiosamente, várias vezes tive resposta...Por isso, penso que se houver muitas pessoas a fazê-lo, poderá ser proveitoso.
Para ser mais clara, vou dar alguns exemplos :
1- O "Público" merece forte protesto quase diariamente...Uma grande desproporção no espaço que dá aos candidatos, utilização de fotografias, etc. De forma geral, António Costa fica a perder...Por vezes, fazem alguns comentários depreciativos...Dá vontade de perguntar se têm candidato próprio, de tal modo a desigualdade é, muitas vezes, despudorada...e a má vontade, clara...
2- A RTP, no noticiário das 20h de sábado passado, por ex., não deu NADA do dia de campanha, bem cheio, de A.Costa.
3 - Quanto à Sic, SicN e RTPN: lembro as actividades do início, por ex., a apresentação da lista de candidatos no CCB numa sala pejada de gente, tanta que foi necessário uma segunda, mas quem o adivinharia através das filmagens razantes que mostravam os cantos da sala, o candidato só ou em grupinhos pequenos? O mesmo se passou com a apresentação da Comissão de Honra: planos vários da estação do Rossio, cimento e ferro a perder de vista, cadeiras ao longe...não se avistando as personalidades (que deveriam ser notícia) presentes, isto é, nem pálida ideia do facto político. E outro tanto aconteceu com o jantar da Fil, com 2.000 participantes em que nem de perto nem de longe se deu uma ideia da multidão... Não focando o conjunto, filmando o "tecto", de certeza que não se reproduz a realidade: deturpa-se.
Penso que denunciar caso a caso, cada um encontrará o seu, repito, com objectividade e rigor, seria um óptimo exercício de cidadania!
Bom trabalho de campanha

Luiza Sarsfield Cabral
Lx., 6 de Julho de 2007

sábado, 7 de julho de 2007

António Costa
Uma maioria clara para claramente melhorar Lisboa

À falta de propostas, pretendem-se criar factos políticos.
Basta recordar o que se passou há dois anos, precisamente nesta altura do ano, e lembrar quem andava, conforme se noticiou, em negociatas para a autarquia, o então candidato do PPD, hoje auto-considerado independente e candidato à Presidência da Câmara de Lisboa, e o PND.
Hoje, quem andou a negociar há dois anos, ou pelo menos chegou a ser sondado para viabilizar uma coligação para a autarquia, diz que é o PS que anda a negociar com um dos principais responsáveis do lamentável estado da Câmara e da Cidade. Como se fizesse algum sentido!
Este é um bom exemplo do porquê da Câmara precisar de uma maioria clara que, de modo claro, cumpra o seu programa e dê respostas à cidade, não à politiquice de uns que, sem propostas nem ideias para Lisboa, apenas gostam de se promover, só para receber o holofote público, e pretendem, com a sua eleição, engatilhar o próximo Executivo municipal, contribuindo, de modo decisivo, para perpetuar, por mais dois anos, o estado de desleixo de Lisboa e a incúria da Câmara.
A maioria absoluta não é um fim, é um meio para arrancar, de vez, Lisboa da indolência camarária que deteriora a cidade.

Sinais de Trânsito


Fiquei satisfeita ao verificar que um dos pontos do programa eleitoral de Antonio Costa, às eleições intercalares de lisboa, é a temporização dos semáforos luminosos, principalmente em algumas das principais artérias de Lisboa. Para quem vive e anda em Lisboa atravessar determinadas avenidas torna-se, por vezes, uma aventura. Por exemplo, o sinal luminoso da Av. da Liberdade, perto da Rua Alexandre Herculano, que dá passagem aos peões tem um tempo tão curto, que mesmo uma pessoa de 33 anos, como eu, tem de dar uma corridinha para conseguir chegar ao outro lado da avenida antes do sinal voltar a ficar vermelho. A travessia dos peões nestas zonas tem de ser segura e não um risco.

Sónia Barrocas

sexta-feira, 6 de julho de 2007

«António Costa sobe na liderança, Roseta e Sá Fernandes perdem para Ruben»

Sondagem da Intercampus para o PÚBLICO, a TVI e o Rádio Clube.

Blog Unir Lisboa.

António Costa em discurso directo, no novo Blog Unir Lisboa.

Melhorar a cidade

António CostaMuitas pessoas usufruiram de um bom comício, numa noite bastante agradável, num local emblemático da cidade e bastante revelador da degradação a que Lisboa chegou com a gestão camarárias dos últimos seis anos. O Parque Mayer é o exemplo do que não pode continuar a ser tolerado em Lisboa: degradação e desleixo.
António Costa explicou bem por que a Câmara Municipal precisa de contar com uma maioria. Além de ter referido duas condições que só a candidatura do PS apresenta aos lisboetas: um programa claro e uma equipa qualificada para o cumprir, só com estabilidade no órgão executivo, isto é, uma maioria, será possível arrumar a casa nestes dois anos de mandato. A Câmara tem de ser parte da solução, não um problema e obstáculo para a cidade como tem sido.
Por outro lado, nenhuma candidatura, como vários candidatos já fizeram saber esta semana, mostra interesse em ser parte integrante de uma solução municipal.
Só uma maioria claramente inequívoca pode arrancar Lisboa do atraso a que tem estado votada nos últimos seis anos.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Notícias (1)

PS quer transformar edifício devoluto em residência idosos

O edifício Palmeiras, património municipal e devoluto desde o final dos anos 80, vai ser reabilitado e transformado numa residência assistida para idosos caso o candidato socialista António Costa vença as eleições para a Câmara de Lisboa.
António Costa, acompanhado pelos números dois e três da sua lista às eleições intercalares para a Câmara de Lisboa, deslocou-se hoje de manhã à Rua do Crucifixo, na Baixa, para apresentar o projecto residência assistida para idosos junto ao edifício Palmeiras.

O número dois da lista socialista, Manuel Salgado, disse aos jornalistas que o edifício vai ter 12 apartamentos com elevador, possuindo ainda serviço de lavandaria.

De acordo com António Costa, a concretização deste projecto vai ser possível através de parcerias com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), que vai pagar as obras de reabilitação.

«A Câmara de Lisboa cede o edifício e a SCML faz o investimento através do pagamento das obras», disse, adiantando que o projecto residência assistida «é uma intervenção que não exige a mobilização de dinheiro da autarquia», pois tem apenas que ceder o património.

António Costa desconhece quantas intervenções deste género a autarquia poderá fazer, sublinhando que primeiro «terá que ter um conhecimento efectivo».

Para o candidato socialista, a intervenção assistida «é um bom modelo», na qual é possível reabilitar um prédio e facultar residência a quem mais precisa.

A número três da lista socialista, Ana Sara Brito, destacou que este projecto de residência assistida demonstra que as pessoas idosas «são importante para a cidade de Lisboa», sendo uma forma de melhorar a sua qualidade vida.

De acordo com a candidatura socialista, a zona da Baixa/Chiado possui 33% da população idosa da cidade.

Nesta zona vivem actualmente cerca de cinco mil pessoas, mas António Costa pretende que passem a residir na Baixa/Chiado 18 mil pessoas.

No âmbito da intervenção urbana, a candidatura socialista vai ainda reabilitar um edifício municipal junto ao Cais do Sodré e transformá-lo em 12 fogos de habitação para o mercado de arrendamento.

Reabilitar o património municipal e criar incentivos para que os privados possam melhorar as suas habitações são as prioridades apontadas por Manuel Salgado para a intervenção urbana.

Nesse sentido, a candidatura de António Costa quer simplificar o processo de licenciamento, agilizar a nova lei do arrendamento, investir na qualidade do espaço público e reabilitar as políticas públicas de habitação.


in Diário Digital / Lusa

Lisboa com menos eleitores.

O concelho de Lisboa perdeu mais de 135 mil eleitores nos últimos dez anos, 13 mil dos quais desde as últimas eleições, em 2005, e está cada vez mais envelhecido, em especial nas zonas históricas.

Segundo dados da Administração Eleitoral (ex-STAPE) da Direcção-Geral da Administração Interna (DGAI), em 1997 havia 658.700 eleitores no concelho, enquanto para as intercalares à câmara de Lisboa de dia 15 de Julho, cuja campanha começa sexta-feira, estão recenseados 532.302 cidadãos.


in Diário Digital

Não esquecer que muitos potenciais eleitores estão fora dos cadernos eleitorais por não se encontrarem recenseados. Um aspecto verdadeiramente positivo do novo Cartão do Cidadão será permitir um recenseamento automático quando o cidadão completa 18 anos.
É simples e facilita o recenseamento obrigatório. Simplificará, e muito, a actividade das Juntas de Freguesia e permite ter os cadernos atempadamente actualizados.

Pedro Cegonho

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Desenvolver Lisboa

Caro Zé,
A reestruturação das freguesias na Cidade de Lisboa é um assunto cada vez mais inadiável. A cidade precisa de ser reformada administrativamente. Nisto estamos todos de acordo e só, como muito bem dizes, a resistência à mudança provoca desagradado, em especial, a quem se agarra a lógicas de pequenos feudos.
Na minha secção, Bairro Alto, este é um assunto recorrentemente debatido nas reuniões do Secretariado - que conta com autarcas de todas as freguesias da área da secção -, não só pela questão da dimensão das freguesias que constituem em termos territoriais a área de intervenção da secção: Encarnação, Mercês, Mártires, Sacramento, Santa Catarina, Santos-o-Velho, São Mamede, como pelo próprio pensar, dinamizar e projectar a cidade que o Secretariado assume e que não podia, muito menos deve, ser compreendida a partir de uma determinada área da cidade.
Lisboa precisa e só pode ser compreendida como um todo, da freguesia de Santa Maria dos Olivais à de Santa Maria de Belém, da freguesia da Ameixoeira à de São Paulo, valorizando as especificidades de cada bairro e harmonizando-as e enquadrando-as na cidade.
A questão mais delicada, e que se compreende, prende-se com a identidade de cada freguesia. Porém, a mudança, que em nada descaracterizará os bairros da cidade, trará manifestas melhorias em termos de préstimos e eficiência dos serviços das freguesias à população e à cidade.
Uma vez mais, António Costa demonstra ser o único candidato nesta eleição com um projecto abrangente e de futuro para a capital do país. Este é dos assuntos mais delicados e no entanto dos mais urgentes a desenvolver. António Costa assume-o!

Recorda-se da sigla que deixou Lisboa no estado em que está?

Passo em Entre Campos e vejo o cartaz do candidato do PPD a indicar que deve votar nele pois o candidato, uma vez eleito Presidente, colocará as siglas da capital “na ordem”, numa clara tentativa, falhada, diga-se de passagem, de aproveitar em seu proveito o engano cometido há poucos dias, quando numa entrevista a uma estação de rádio trocou as siglas de EPUL por IPPAR, de EPAL por EPUL, demonstrando um claro desconhecimento do que está em causa.
Pena, também, que o candidato se esqueça de qual a sigla que colocou a Câmara e a cidade na situação de paralisia em que se encontram. A sigla é: PPD. E, por sinal, alguns dos intervenientes e responsáveis da presente situação até estão na lista do candidato laranja.

Mesmo a 9000 Km de distância...

António Costa
Como sabemos, no próximo dia 15 de Julho vão ser realizadas eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa. Afigura-se-nos um grande desafio visto que a CML precisa da estabilidade e da integridade que todos esperamos da mesma e que tanto têm faltado nestes últimos anos com as trapalhadas ininterruptas de Santana Lopes e de Carmona Rodrigues.

A nossa Câmara, que também é a maior do país pelo menos em termos de responsabilidade, está ferida de morte e estava a ser invadida de desconfiança e falta de credibilidade pelas actuações pouco dignificantes que conduziram a processos judiciais em que até o presidente se viu envolvido.

As eleições de 15 de Julho não são apenas mais um acto eleitoral mas, sim, uma oportunidade antecipada e atempada para se poder inverter o declinável estado de coisas. A começar pela gestão ruinosa da CML, passando pelas dívidas em que a mesma se vai afundando, acabando na descredibilização quase total da mesma, tudo parece conducente a um óbito anunciado.

O corte com alguns hábitos do passado bem espelhado na equipa que António Costa escolheu dão-me grande esperança no futuro da CML e a mesma estará, certamente à altura da urgência e da profundidade do exigente trabalho que a espera mas só o poderão realizar se tiverem, de facto, o apoio inequívoco dos eleitores e para isso é preciso cada um de nós, dentro das suas possibilidades, trabalhar no sentido de dar a maioria absoluta ao Partido Socialista.

Mesmo a 9000 Km de distância, tudo vou fazer o que estiver ao meu alcance.

Saudações Socialistas
Nuno Vieira Rodrigues

terça-feira, 3 de julho de 2007

Medida essencial

António CostaAtravés do blogue do PS/Lumiar tomo conhecimento de uma medida essencial para a cidade de Lisboa:

Reorganizar freguesias lisboetas

O candidato do PS a presidente da câmara de Lisboa, António Costa, anunciou hoje que, se for eleito, quer definir nos próximos dois anos a reorganização as freguesias lisboetas e propô-la ao Estado.

Num debate promovido pela Associação Comercial de Lisboa, António Costa disse que «é necessário fazer a reorganização administrativa da cidade», referindo que desde os anos 80 existe uma comissão eventual na Assembleia Municipal de Lisboa com esse objectivo.

«É urgente e necessário reorganizar as freguesias. Nenhum partido teve a coragem de o fazer. Nos próximos dois anos devemos realizar e concluir os trabalhos para essa reorganização administrativa e propô-la ao Estado. É uma competência da Assembleia da República», acrescentou.


Há muito que a cidade requer uma reforma administrativa e ninguém ainda teve coragem para tocar numa área sensível mas que precisa de uma reforma indispensável.
Não se percebe como em pleno século XXI existam disparidades como as que contamos em Lisboa. Ter freguesias com a dimensão dos Mártires e outras de Santa Maria dos Olivais, só para dar dois exemplos.
O mapa de Lisboa precisa de ser reorganizado, no sentido de melhorar a cidade e servir melhor os munícipes.
Mais uma boa proposta de António Costa.

Cucos que dizem fazer ninhos

Os auto-considerados candidatos a independentes à Câmara de Lisboa continuam a demonstrar a sua falta de propostas para a cidade e a sua sede de protagonismo pessoal. Que é legítima, refira-se.
Porém, na substância, verifica-se que uma candidatura queixa-se de que não tem cobertura televisiva. Na lógica, já conhecida e de certo modo esperada por quem a faz, da vitimação e da perseguição. A criação de fantasmas continua manifesta.
A outra candidatura, encabeçada por quem devia ter pudor do que fez na Câmara e na cidade nestes últimos seis anos, em vez de falar de Lisboa, fala de políticas do Governo. Legítimo? Sim. Qualquer um pode e deve falar das políticas do Governo, seja para concordar ou divergir. Coerente? Não, dado que se trata de uma eleição autárquica e não legislativa. Mas a quem desgovernou Lisboa não se pode pedir muito mais.
São estes auto-considerados independentes que estão na corrida.
Como a lógica dos Grupos de Cidadãos Eleitores, há poucos anos introduzidos na disputa do Poder Local - grupos que podem concorrer às eleições com os partidos políticos - se torna desvirtuada por ambições mediáticas pessoais.
É bom ter isto presente.

Parque Mayer

Parque Mayer
O candidato a presidente da Câmara de Lisboa do PS prometeu hoje começar a mudar a face do Parque Mayer ao fim de dois anos, sem projectos «megalómanos» e ligando-o à Avenida da Liberdade e Jardim Botânico.

«Daqui a dois anos, não teremos seguramente o projecto de reabilitação do Parque Mayer concluído, mas teremos seguramente muita coisa já a mexer e alguns equipamentos já a funcionar«, assegurou o ex-ministro de Estado e da Administração Interna.

António Costa apresenta a sua proposta para o Parque Mayer.
Um espaço que há muito devia estar recuperado e devolvido à cidade e só tem acumulado degradação.

Lá vai Lisboa…

As tradicionais festas dos santos populares de Lisboa, chegaram ao fim, mas Lá vai Lisboa caminhando a passos largos para novas eleições, desta vez são eleições intercalares, só para os próximos dois anos.

Já muito se falou e reflectiu sobre as vicissitudes que teremos que enfrentar: o mau estado da CML, uma AML adversa, uma cidade “ carregada de negativismo”, a data escolhida que coincide com inicio de férias, e o desalento dos alfacinhas…São circunstâncias conhecidas e amplamente difundidas…Contudo, e porque temos essa consciência, há que ser capaz de “ dar a volta por cima”e fazer tudo para mudar e melhorar este estado de coisas…vamos pensar positivo, nem tudo é fácil mas é possível…

Temos um candidato credível, e forte nas suas convicções, que se tem desdobrado em acções de campanha muito abrangentes, desde os tradicionais arraiais, passando pelo desporto, cultura, visitas com várias entidades e associações com papeis relevantes na prossecussão do alegado serviço público, numa tentativa louvável de conhecer e elencar as necessidades mais prementes com que a cidade e os alfacinhas se debatem no seu dia a dia.

A proximidade com a população e os passeios de rua têm sido uma constante nesta campanha.

Em Campo de Ourique, bairro onde vivo e onde sou autarca (Freguesia de Santo Condestável), a visita de António Costa, foi um passeio atento e muito participado, onde o candidato ouviu atentamente os “queixumes” dos cidadãos que dele se aproximaram. Esta proximidade à rua e à população é crucial e estratégica para que o Rigor na governação de Lisboa seja uma realidade!

A nós, militantes do PS, e alfacinhas de gema, cabe-nos passar a mensagem de que finalmente temos o melhor candidato para mudar Lisboa com responsabilidade, mas que para isso, temos votar no dia 15 de Julho!

Só votando temos autoridade para nos manifestarmos acerca da politica feita na nossa cidade, a abstenção é uma forma de desresponsabilização daquilo que diz respeito à vivência de todos nós, numa cidade que é capital e que queremos nossa!

Isabel Almeida

Revitalizar o Centro de Lisboa (2)

No texto "Revitalizar o Centro de Lisboa" do Carlos Manuel Castro, foi inserido um comentário que, pela sua pertinência passamos a transcrever:

Revitalizar a nossa cidade a partir deste projecto é, sem dúvida, a opção correcta.Lisboa parece uma maçã podre pois o seu casco velho está moribundo às mãos de especuladores que, de tão gananciosos que são, não se apercebem também eles serão arrastados para a ruina se não se inverter esta violenta tendência de abandono e consequente degradação das zonas antigas da cidade.Não haverá revitalização possível do comércio se as pessoas não voltarem a morar na cidade que pasme-se pode deixar de ser a mais populosa do país dentro de poucos anos.
APRNS

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Jornal Unir Lisboa

Estratégia precisa-se, para Lisboa.

Alguém pode, hoje, dizer onde fica a primeira circular de Lisboa? Será que fizeram a segunda sem se ter chegado a perceber qual a utilidade da primeira, que não foi completada e é hoje ignorada? Alguém pode explicar porque em vez de se ter construído uma estação do metro debaixo da estação de comboios do Rossio (Largo D. João da Câmara) se fizeram duas, propositadamente afastadas da necessidade daquela conexão? E quem sabe porque se repetiu o mesmo erro em Entrecampos, onde passava um comboio há mais de cem anos e as estações de metro mais próximas são no Campo Pequeno e no fundo do Campo Grande (apesar de se chamar de Entrecampos)? Poder-se-á dizer que o problema está resolvido com um tapete rolante em Entrecampos e nos Restauradores.

Mas alguma cidade ou país, empresa ou economia progridem com tão má qualidade de planeamento? Pior, com a descoordenação e o desrespeito adoptados como forma de autonomia e independência ("o metro faz as suas estações onde quiser…"). Alguma comunidade se desenvolve com a definição de objectivos egoístas, normalmente de pouca longevidade, porque excluem o interesse e ignoram o significado do que em Estratégia se chama 'o ambiente externo', no caso, a população de Lisboa? Objectivos assintóticos à realidade que, entretanto, constituem erros que se pagam caro durante muito tempo ou mesmo eternamente.

Imaginemos quanto custou, em matéria de despesa pública e privada, além de incomodidades pessoais, o facto de uma das próximas estações de metro a ser inaugurada dever ter sido, há mais de quarenta anos, a primeira. Refiro-me, obviamente, a Santa Apolónia, como me poderia referir a uma das últimas inauguradas, a do Cais do Sodré. Deliberadamente, nunca se pretendeu que quem viesse de comboio para a cidade tivesse acesso fácil ao metro, apesar das previsíveis consequências desta sinistra decisão.

O nível qualitativo do planeamento em Portugal é reconhecidamente abaixo da crítica. Até já houve quem quisesse atribuir justificações 'idiossincrásicas do português para conseguir planear tão mal'… Não adiro a este tipo de explicações. Os erros de planeamento, ao longo da história, são clamorosos e até emprestam algum divertimento à Literatura de gestão. Em 1908, a Daimler concluía, num estudo de planeamento, que nunca poderia haver mais de um milhão de automóveis porque não era possível formar mais chauffeurs. Mas antes do motor de explosão, a prospectiva sobre o tamanho que as cidades poderiam atingir era de cem mil pessoas. O estudo foi efectuado tendo Londres como base. E a justificação principal residia na quantidade de excrementos dos cavalos, nas ruas de Londres, ser de impossível remoção, no caso da cidade ser maior…e sob pena de toda a gente ter a sensação de viver numa cavalariça.

Voltando a Lisboa, com o histórico atrás referido, agravado pelas circunstâncias do presente, de falência financeira, debilitação das estruturas de comando e controle da Câmara Municipal, se não forem reunidas capacidades de gerir um presente (temporal e qualitativamente envenenado) e preparar condições de planear com rigor um futuro, tal poderá significar uma sucessão de oportunidades perdidas, definitivamente.

As oportunidades nunca se repetem todas. E as que se repetem, raramente se apresentam em idênticas circunstâncias. Lisboa tem tido um azar histórico. São mais as oportunidades perdidas que as ganhas. Em grande parte por a CML não ter sabido coordenar-se com outras entidades e instituições do Estado que eliminem muitos dos constrangimentos à sua gestão. Por tudo isto, porque é impossível continuar a adiar o que se impõe fazer, as próximas eleições revestem-se de uma importância acrescida. É fundamental, agora, votar num candidato e na equipa que o acompanha segundo as provas dadas de competência, de dedicação ao serviço público e de capacidade de liderar as mudanças de que a nossa cidade precisa.



Manuel Pedroso Marques


domingo, 1 de julho de 2007

Na Estrada! (2)

António Costa passeou esta tarde pelo Jardim da Estrela com Raul Solnado, Matilde Sousa Franco, Lenita Gentil, Graça Lobo, entre outros, e também alguns participantes do Blog "Abrir Lisboa" estiveram com o candidato, acompanhando-o nestes primeiros dias de campanha eleitoral, testemunhando a forma como os cidadões depositam na candidatura do PS a esperança de arrancar Lisboa do limbo em que caíu.

(...)«O que as pessoas querem é que o município tenha uma cooperação estratégica com o Estado», afirmou o candidato do PS numa acção de pré-campanha no Jardim da Estrela, em Lisboa, em que voltou a pedir «uma maioria» para governar e apelou a um «cartão vermelho» ao PSD.

Com o PSD na mira, o candidato disse que as pessoas «não querem que se transforme a Câmara de Lisboa num palco de confrontação. A Câmara não serve para criar problemas, serve para resolvê-los», disse.(...)